"A Bicicleta - Ferramenta de Estratégia Energético-Ambiental "

Sessão Ponto de Encontro
22 de
Setembro - DIA EUROPEU SEM CARROS

Tema: "A Bicicleta - Ferramenta de Estratégia Energético-Ambiental " Orador: André Neves (Investigador na área da Mobilidade Sustentável na Universidade de Oxford)
Moderador: Duarte Mata (Câmara Municipal de Lisboa)

Resumo da Sessão:
Esta apresentação irá explorar o papel vital que a utilização da bicicleta pode trazer na promoção de cidades mais saudáveis e energeticamente eficientes.
Os modos suaves - andar a pé ou de bicicleta – são as formas mais sustentáveis de deslocação nas nossas cidades. Estes modos de transporte activo, além de introduzirem níveis recomendáveis de actividade física nas nossas rotinas diárias, são uma forte alternativa ao uso do automóvel, nomeadamente em deslocações urbanas ou de curta-média distância.
Ao contrário do automóvel, os modos suaves não são exigentes em matéria de recursos energéticos, nem responsáveis por elevados índices de poluição atmosférica e sonora, nem pressionam para a ocupação de espaço enquanto circulam, ou mesmo quando estacionados. Em articulação com o transporte público, constituem uma forte ferramenta para o cumprimento de metas de desempenho energético e ambiental.
Uma breve introdução, apoiada por estudos e exemplos internacionais mais recentes, irá discutir os benefícios dos modos suaves, a variação na taxa de utilização da bicicleta em diferentes cidades e a relação destes números com segurança rodoviária.
De seguida, serão debatidas e ilustradas medidas que podem promover uma maior utilização da bicicleta.
Por fim, discutir-se-á como intervenções integradas e complementares são fundamentais para o aumento significativo da taxa da utilização da bicicleta.

Horário e Local: 17h30 às 19h30 no CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza)

Sessões Ponto de Encontro gratuitas para Associados e alunos da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior Técnico.
Inscrições obrigatórias

Semana da Mobilidade envolve 55 municípios de norte a sul do país

in Jornal Público 09.09.2011
Por Inês Boaventura

Mobilidade alternativa é o tema da Semana Europeia da Mobilidade 2011
Mobilidade alternativa é o tema da Semana Europeia da Mobilidade 2011 (Manuel Roberto/Arquivo)
"A Semana Europeia da Mobilidade, que decorre entre 16 e 22 de Setembro, vai mobilizar 55 municípios portugueses. Entre os países participantes, Espanha é o recordista, com 629 localidades inscritas.

“Mobilidade alternativa” é o tema da edição deste ano da Semana Europeia da Mobilidade, uma iniciativa que foi lançada em 2002 e que conta com o apoio político e financeiro da Comissão Europeia. O objectivo é sensibilizar os cidadãos para as vantagens de andarem a pé, de bicicleta e de transportes públicos. E também encorajar as cidades a promoverem esses modos de transportes e a investirem nas infra-estruturas necessárias.

Em Portugal, o número de participantes tem vindo a diminuir nos últimos anos. Em 2008 foram 67 os municípios envolvidos, em 2009 foram 62 (alguns deles com mais do que uma cidade ou vila) e em 2010 foram 66. Este ano, estão envolvidas nesta iniciativa 55 autarquias de norte a sul do país.

Dessas, 46 comprometem-se a executar, de forma permanente, pelo menos uma medida que contribua para que os cidadãos abdiquem dos seus automóveis em favor de meios de transporte mais amigos do ambiente. Há ainda 38 municípios que vão promover um dia sem carros, em uma ou mais zonas.

Almada é, como já vem sendo hábito, uma das autarquias participantes. Em 2010, este município arrecadou aliás o prémio que anualmente distingue a participação “mais efectiva e inovadora” na Semana Europeia da Mobilidade, deixando para trás as cidades de Múrcia (Espanha) e Riga (Letónia).
Lisboa também está inscrita e prevê concretizar duas medidas permanentes: instalar estacionamento para bicicletas e parques de estacionamento para motociclos. No fim-de-semana de 17 e 18 de Setembro, a Avenida Defensores de Chaves vai estar fechada ao trânsito.

Almeirim, Barcelos, Bragança, Caminha, Coimbra, Coruche, Évora, Lagos, Mealhada, Mirandela, Oliveira do Bairro, São João da Madeira, Serpa, Vila Nova de Gaia e Vila Real de Santo António são alguns dos municípios com iniciativas previstas para a semana de 16 a 22 de Setembro.

Em Espanha são 629 os participantes, na Áustria 249, na Hungria 98, em França 95 e na Polónia 87. Apesar de a iniciativa ser designada como Semana Europeia da Mobilidade, nela também participam países como Argentina, Brasil e Japão."

Fonte e imagem:

Horta vertical

Amigos,
Recebi muitos e-mails e comentários em todas as nossas redes (Blog, Twitter e Facebook) perguntando sobre como fazer a horta vertical de garrafas PET, da casa da Família Rodrigues, no Lar Doce Lar #48, em Itaim Paulista, SP.
Antes de dar dicas sobre como construir a sua, agradeço todas as mensagens sobre esta reforma para o Lar Doce Lar. Espero retribuir todo o carinho de vocês com mais um ROSENBAUM RESPONDE.

// ROSENBAUM RESPONDE: LDL #48 – Horta vertical
A garrafa PET é uma invenção que deu certo em termos econômicos, mas vem trazendo uma dor de cabeça quando pensamos na enorme degradação do Meio Ambiente causada por ela.
Buscar alternativas para sua reutilização tem sido um esforço da sociedade em diversos lugares do Brasil, como já constatei nas minhas andanças pelo país.
As garrafas plásticas podem ser reaproveitadas para cultivar vegetais de pequeno porte, temperos e ervas medicinais, presas em muros e paredes ou apoiadas em suportes de diferentes materiais. A idéia é aproveitar pequenos espaços e materiais de baixo custo para montar hortas em casas, apartamentos ou mesmo no local de trabalho. É uma forma popular de se apropriar de técnicas já existentes sustentáveis, viáveis e econômicas.

// MATERIAL
- Garrafa PET de 2 litros vazia e limpa;
- Tesoura
- Corda de varal, cordoalha, barbante ou arame
- Para os que optarem por cordoalhas ou arames, serão necessárias duas arruelas por garrafa PET
- Terra
- Muda de planta

// MODO DE FAZER
Corte a garrafa PET, como na foto abaixo.


Para fixar as garrafas, devemos fazer dois furos no fundo da garrafa e dois na parte superior da garrafa. Dá pra entender direitinho olhando bem a foto acima. Além dos furinhos para passar a corda, é necessário um pequeno furo no fundo da garrafa. A água usada para regar a muda precisa escoar.
Depois disso, passe a corda por um furo e puxe pelo outro.
Muitas pessoas nos perguntaram como fazer para as garrafas não “escorregarem” pela corda (ou barbante, ou cordoalha). Obrigado pela colaboração e participação. Pensando nisso, elaboramos dois desenhos, com duas sugestões.
- Para quem usar corda de varal ou barbante:

- Para quem usar cordoalha ou arame:

Depois, basta esticar e fixar a corda na parede.

Esse modo de fazer pode ser melhorado, ok? É apenas um resumão! Fiquem a vontade para fazer qualquer alteração.
Obrigada, abraços e bom fim de semana a todos!
Marcelo Rosenbaum."


Fonte e imagens:

Bicicletadas / Massas Críticas -- 26 de Agosto de 2011


Bicicletadas / Massas Críticas - Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto - 26 de Agosto de 2011

Sex, 26/08/2011 - 18:00 - 21:00
  • Almada Concentração na Praça S. João Baptista às 18.30 e partida às 19h;
  • Aveiro Concentração às 18h30 e saída às 19h00, no Forum Aveiro, ao lado da Capitania;
  • Braga Concentração às 18h00 e saída às 18h20, na fonte junto à Arcada, Avenida Central;
  • Coimbra Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades às 18h15m;
  • Guimarães Encontro pelas 18h30m no Largo da Oliveira;
  • Lisboa Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII;
  • Porto Concentração às 18h30 e saída às 19h00, na Praça dos Leões;
  • Sines Concentração às 18h00 e saída às 18h30 em frente da porta do castelo no Largo do Poeta Bocage;
  • Seixal Concentração às 18h30 e saída às 19h00 da Estação dos Foros de Amora;

...Há alguma variedade na hora de início das bicicletadas pois, para além do mais, espera-se sempre cerca de meia hora pela chegada de mais participantes...

Fonte:
http://massacriticapt.net/?q=node/1492

Petição: HORTA DA DAMAIA


"Caros Amigos,
Acabei de ler e assinar esta petição online:
«Horta Comunitária da Damaia»
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N12659
Pessoalmente concordo com esta petição e acho que também vais concordar.
Subscreve a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N12659 e divulga-a pelos teus contactos.
Obrigado."

Blog da Horta Comunitária da Damaia:

Texto da petição:
"ABAIXO-ASSINADO :: HORTA DA DAMAIA
Exm.º Sr. Director do
Departamento de Administração Urbanística da
Câmara Municipal da Amadora

A Horta da Damaia é um movimento de cidadãos livres, apartidários, independentes e aburocráticos que desenvolvem uma Horta Urbana totalmente biológica no Concelho da Amadora, situada na Praceta Luis Verney na Damaia.
As hortas urbanas são óptimas formas de aproveitar espaços que estão votados ao abandono. Promovem sustento alimentar à população que nela trabalha, o que, em tempos de austeridade pode fazer muita diferença em algumas economias familiares. Para além disso, a promoção do uso ecológico do solo, pela ausência de impermeabilização, ou pela preservação da vegetação e protecção contra incêndios protege os ecossistemas e por isso, preserva a biodiversidade na área envolvente.
Pretendemos, para além do consumo dos vegetais que plantamos (sem uso de qualquer adubo químico ou pesticida) dar a conhecer a horta à população da área circundante, promover a reciclagem de lixo orgânico para compostagem, e assim completar o ciclo da matéria orgânica. Todas as funções anteriormente referidas que um espaço destes pode impulsionar serão o mais possível divulgadas e promovidas através da organização de oficinas de horticultura com grupos de crianças ou escolas e população em geral.
Estes impactos promovem uma melhor qualidade de vida da população que usufrui deste novo espaço verde.
Assim, no sentido de proteger este espaço (a tracejado vermelho na planta em anexo), informar-nos junto do Departamento de Administração Urbanística e do Departamento de Obras Municipais e Espaços Verdes sobre os planos da Câmara Municipal da Amadora de construção para o local.
Em conversa com o Sr. Vitor Coelho do D.A.U. e com o Eng.º Norberto Monteiro, Director do Departamento de Obras Municipais e Espaços Verdes, fomos informados que não existe nenhum plano de construção, arruamento ou jardinagem para a área tracejada a vermelho (ver planta).
No sentido de darmos continuidade ao Projecto da Horta Urbana, vimos por este meio solicitar o apoio para que este espaço se mantenha sob a nossa gestão, através das seguintes utilizações:
- Aproveitamento do terreno para horticultura.
- Aproveitamento e recuperação do pavilhão degradado da antiga Escola Primária (que se encontra junto ao terreno) – para dar apoio logístico à horta.
- Organização de actividades para toda a população, sejam elas relacionadas com o espaço hortícola ou até actividades de carácter mais lúdico para a comunidade.
Para melhor esclarecimento sobre este projecto de agricultura urbana o nosso contacto é hortapopulardamaia@gmail.com.
Os signatários"

A bicicleta mudou a forma como eles encaram a cidade



Nas ruas do Porto, vêem-se cada vez mais ciclistas. Não é apenas por ser Verão, quem usa este meio de transporte diz que o número de pessoas que escolhe a bicicleta para se locomover na cidade está a aumentar.

Miguel Barbot fala por experiência própria. Começou a andar de bicicleta no Porto há um ano e meio e nunca mais parou.

A opção de se deslocar de bicicleta para o trabalho foi uma solução para fugir ao trânsito, mas acabou por se tornar o meio de transporte mais utilizado por este consultor. “Uso a bicicleta para deslocações utilitárias, para ir às compras, para trabalhar, para sair à noite”, exemplifica Miguel.

Desde então, repara que existem mais ciclistas na cidade. “Há uma diferença muito grande, do ano passado para este ano. Vê-se muito mais pessoas e muitos mais tipos de pessoas a andar de bicicleta”, nota.

Alice Jeri é uma destas pessoas. Há cerca de três anos trouxe a bicicleta da sua cidade natal, Ovar, para o Porto e, desde então, “é raro não andar”. “Vou todos os dias para faculdade, para actividades extracurriculares e reuniões”, conta a estudante de Medicina, que, por vezes, conjuga a bicicleta com o metro.

A sustentabilidade ambiental, a prática de actividade física e a poupança são alguns dos motivos que levam cada vez mais pessoas a andar de bicicleta nas cidades. No caso de Miguel, consegue poupar mais de 160 euros por mês desde que deixou de andar de carro no Porto.

Entrave psicológico

Quem é do Porto ou conhece a cidade, provavelmente estará a pensar neste momento que é uma missão quase impossível andar de bicicleta, principalmente pelas ruas da baixa.

Esta ideia pré-concebida foi encontrada por Miguel Barbot muitas vezes depois que trocou a bicicleta pelo carro. “Os entraves são muito mais psicológicos”, defende Miguel, realçando que “o Porto é uma cidade melhor do que muitas cidades planas para andar de bicicleta”.

Nuno Lopes, que vive na Póvoa de Varzim mas se desloca ao Porto frequentemente conjugando o metro e a bicicleta, diz que muitas pessoas ficam “espantadas” por utilizar este meio de transporte. “Eu percebo o espanto, não percebo é pessoas que tentam me convencer a não andar”, diz o arquitecto.

Planear bem os percursos

Miguel reconhece “a topografia difícil da baixa” mas defende que o segredo está em planear bem os percursos. “Eu ando na baixa e muito naturalmente não gosto de subir, não sou um ciclista desportivo. Basicamente o que faço é um bom planeamento dos percursos”, refere.

Alice também sabe que nem sempre é fácil andar de bicicleta na baixa do Porto e refere que por vezes “é necessário infringir algumas regras de trânsito”, uma vez que as ruas estão pensadas para a circulação de carros e não de bicicletas.

Nuno corrobora com a estudante de medicina e acredita que ainda é “um pouco inseguro andar de bicicleta no Porto”. “Como as vias estão montadas para os carros, os condutores sentem-se um bocado os reis da estrada”, repara.

Existem, por isso mesmo, alguns cuidados que devem ser tomados para quem quer pedalar pelas ruas da Invicta.

Redescobrir a cidade

Miguel Barbot recorda que desde que trocou o seu “sofá com rodas” (carro) pela bicicleta começou a ter uma relação “mais humana” com a cidade.

“Vivo a cidade numa escala completamente diferente. Paro para falar com as pessoas, com amigos, paro no semáforo para falar com outros ciclistas”, conta Miguel.

“Ver a cidade a passar é uma sensação diferente do andar a pé”, diz Alice Jeri, que realça ainda a amizade que criou com outras pessoas que também andam de bicicleta e acabam por partilhar “um certo inconformismo, um espírito de aventura e uma vontade de mudar as coisas”.

Para desmistificar o acto de andar de bicicleta na cidade e para debater ideias sobre a mobilidade no Porto, Miguel Barbot criou o blogue “Um pé no Porto e outro no pedal”.

O blogue é hoje um ponto de encontro virtual para a “massa crítica” (movimento global que promove o uso da bicicleta nas cidades) e reúne uma série de percursos “cicláveis” na Invicta, alguns feitos por Miguel e outros enviados por ciclistas.

@Alice Barcellos
Fonte:

Tour dos Trópicos": David Byrne (músico) e Eduardo Vasconcellos (urbanista)

Bike em Paraty
"O primeiro a falar foi o David Byrne que estava lançando o livro "Diários de bicicleta".

Ele como turista gosta de visitar os lugares de bicicleta porque pode ver e apreciar coisas que de outra forma não veria.
Acredita que nosso modelo atual de cidade isola as pessoas, e a cidade na verdade é um lugar de diversidade e troca.

Mostrou com algumas imagens de Frank Lloyd Wright, Le Corbusier e outros, a ideia de cidade do futuro no Século XX. Ela é cheia de 'highways', sem lugares para interação humana ou o encontro de pessoas. São cidades cheias de torres isoladas, acabando com as ruas, uma ideia bastante influente do século passado... 

A GM era durante todo esse período a maior corporação do mundo e apoiava as ideias de construção de largos 'boulevards' para muitos carros. Essa configuração é hostil para os pedestres e as cidades hoje são assim graças a essas influências.

As ruas menores tem um modelo mais caótico, pois as pessoas se encontram mais, e você nunca sabe com quem vai cruzar. Na Europa as coisas já estão mudando. Já existem cidades que tem no mesmo espaço em conjunto, bicicletas, carros e pedestres.

O Eduardo também defendeu a mudança na qualidade de vida das cidades. Mas aqui no Brasil elas vão ter que passar antes por um aumento da cidadania da população. As pessoas não conhecem seus direitos nem deveres para poderem lutar por melhores condições. Aqui quem vai a pé ou de 'bike' trabalhar é porque não tem dinheiro, fazem parte de uma classe de baixa renda.

No Brasil também ainda há o mito que todos preferem o automóvel, que faz parte da proposta desenvolvimentista dos anos 70. Assim as classes de renda mais alta, que têm um ou mais carros, ocupam mais espaço público e gastam mais recursos (energia) e poluem mais que as de renda baixa.

É preciso gerar conhecimento para gerar constrangimento ético, para que as pessoas usem mais o transporte público, a bicicleta ou andem a pé. Transformar esse espaço hoje hostil às pessoas e caminhar em direção a uma nova cidade.

A palestra do David Byrne foi bastante esperada, foi legal, mas as pessoas claramente esperavam mais, talvez que ele cantasse?"

Imagens e textos de Madame de Stael
 

Fonte e imagem: