Deputados europeus querem velocidade máxima de 30 km/hora nas zonas residenciais

A proposta dos eurodeputados é baixar o limite de
velocidade nas zonas urbanas (Rui Gaudêncio)
in Jornal Público, 27.09.2011
Por José Bento Amaro

"Os deputados do Parlamento Europeu recomendaram, após aprovação em plenário, que a circulação rodoviária em zonas residenciais, em todo o espaço da União Europeia (UE) não possa exceder os 30 quilómetros por hora. (...)

Tendo em vista a redução para metade das mortes nas estradas europeias até 2020, o Parlamento Europeu entende que, nos próximos anos, é fundamental reduzir em 40% os feridos graves, proceder a uma diminuição de 60% das vítimas entre crianças até aos 14 anos e diminuir em 50% o número de peões e ciclistas mortos em acidentes rodoviários.

As estatísticas europeias referem que, em 2009, morreram nas estradas da UE mais de 35 mil pessoas (equivalente à queda de 250 aviões comerciais de média dimensão e cheios de passageiros). No mesmo período ficaram feridas 1,5 milhões de pessoas, muitas das quais sofreram incapacidades permanentes.

O valor dos acidentes de viação registados anualmente nas estradas da UE está estimado em cerca de 130.000 milhões de euros."

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‘I will rather invest in cycle tracks than freeways’

Bicycles to Visit the Queen

Torre de Moncorvo vai criar hortas para 150 famílias

Foto: Adriano Miranda/arquivo
A Câmara considera que estas hortas
ajudarão a renovar a paisagem agrícola urbana
in Jornal Público, 13.09.2011
Helena Geraldes 
 
"A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo aprovou recentemente a proposta de criação de hortas comunitárias sustentáveis, revelou hoje a autarquia. A medida vai beneficiar 150 famílias.
As hortas serão criadas num terreno do município situado na Quinta da Fonte de Carvalho, com uma área de 10.457 metros quadrados, informa a autarquia em comunicado.

“A cada munícipe interessado é atribuído gratuitamente um talhão de 30 a 50 metros quadrados onde pode dedicar-se à agricultura e cultivar verduras e legumes, árvores de fruto, plantas medicinais, aromáticas e condimentares”, explica o município.

O objectivo é beneficiar as famílias residentes em Torre de Moncorvo, especialmente as mais desfavorecidas, que assim podem produzir alimentos, diminuindo gastos e promovendo hábitos alimentares saudáveis.

Mas não é só. A Câmara salienta também a “renovação da paisagem agrícola urbana” e a formação de crianças e jovens que assim podem desenvolver uma consciência ambiental."

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"Políticas de Permissão de Mobilidade Urbana: Portagens Urbanas, Zonas de Acesso Restrito e Créditos de Mobilidade para Cidades Sustentáveis"


O Workshop decorre no âmbito do projecto europeu “DEMOCRITOS (Developing the Mobility Credits Integrated Platform Enabling Travellers TO Improve Urban Transport Sustainability)”, financiado pelo 7º Programa Quadro, actualmente em curso, que se destina a aprofundar o conhecimento teórico do conceito de Créditos de Mobilidade, com o objectivo de fornecer as bases para a implementação e estudo da aplicação prática do conceito em quatro cidades Europeias, mas também para sustentar a preparação de um modelo que simula os efeitos de longo prazo deste tipo de instrumento. Este Workshop tem como objectivo apresentar algumas experiências europeias no que se refere às políticas de permissão de mobilidade urbana, abordando mais especificamente o conceito de Créditos de Mobilidade e sua aplicação.
Data e Horário: 14 de Setembro de 2011, das 9h00 às 13h00
Local: CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa (Centro Comercial Picoas Plaza; Rua Viriato, 13, Núcleo 6-E, 1º)
IMPORTANTE: INSCRIÇÕES GRATUITAS, MAS OBRIGATÓRIAS. As inscrições estão sujeitas a confirmação por e-mail.

"A Bicicleta - Ferramenta de Estratégia Energético-Ambiental "

Sessão Ponto de Encontro
22 de
Setembro - DIA EUROPEU SEM CARROS

Tema: "A Bicicleta - Ferramenta de Estratégia Energético-Ambiental " Orador: André Neves (Investigador na área da Mobilidade Sustentável na Universidade de Oxford)
Moderador: Duarte Mata (Câmara Municipal de Lisboa)

Resumo da Sessão:
Esta apresentação irá explorar o papel vital que a utilização da bicicleta pode trazer na promoção de cidades mais saudáveis e energeticamente eficientes.
Os modos suaves - andar a pé ou de bicicleta – são as formas mais sustentáveis de deslocação nas nossas cidades. Estes modos de transporte activo, além de introduzirem níveis recomendáveis de actividade física nas nossas rotinas diárias, são uma forte alternativa ao uso do automóvel, nomeadamente em deslocações urbanas ou de curta-média distância.
Ao contrário do automóvel, os modos suaves não são exigentes em matéria de recursos energéticos, nem responsáveis por elevados índices de poluição atmosférica e sonora, nem pressionam para a ocupação de espaço enquanto circulam, ou mesmo quando estacionados. Em articulação com o transporte público, constituem uma forte ferramenta para o cumprimento de metas de desempenho energético e ambiental.
Uma breve introdução, apoiada por estudos e exemplos internacionais mais recentes, irá discutir os benefícios dos modos suaves, a variação na taxa de utilização da bicicleta em diferentes cidades e a relação destes números com segurança rodoviária.
De seguida, serão debatidas e ilustradas medidas que podem promover uma maior utilização da bicicleta.
Por fim, discutir-se-á como intervenções integradas e complementares são fundamentais para o aumento significativo da taxa da utilização da bicicleta.

Horário e Local: 17h30 às 19h30 no CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza)

Sessões Ponto de Encontro gratuitas para Associados e alunos da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior Técnico.
Inscrições obrigatórias

Semana da Mobilidade envolve 55 municípios de norte a sul do país

in Jornal Público 09.09.2011
Por Inês Boaventura

Mobilidade alternativa é o tema da Semana Europeia da Mobilidade 2011
Mobilidade alternativa é o tema da Semana Europeia da Mobilidade 2011 (Manuel Roberto/Arquivo)
"A Semana Europeia da Mobilidade, que decorre entre 16 e 22 de Setembro, vai mobilizar 55 municípios portugueses. Entre os países participantes, Espanha é o recordista, com 629 localidades inscritas.

“Mobilidade alternativa” é o tema da edição deste ano da Semana Europeia da Mobilidade, uma iniciativa que foi lançada em 2002 e que conta com o apoio político e financeiro da Comissão Europeia. O objectivo é sensibilizar os cidadãos para as vantagens de andarem a pé, de bicicleta e de transportes públicos. E também encorajar as cidades a promoverem esses modos de transportes e a investirem nas infra-estruturas necessárias.

Em Portugal, o número de participantes tem vindo a diminuir nos últimos anos. Em 2008 foram 67 os municípios envolvidos, em 2009 foram 62 (alguns deles com mais do que uma cidade ou vila) e em 2010 foram 66. Este ano, estão envolvidas nesta iniciativa 55 autarquias de norte a sul do país.

Dessas, 46 comprometem-se a executar, de forma permanente, pelo menos uma medida que contribua para que os cidadãos abdiquem dos seus automóveis em favor de meios de transporte mais amigos do ambiente. Há ainda 38 municípios que vão promover um dia sem carros, em uma ou mais zonas.

Almada é, como já vem sendo hábito, uma das autarquias participantes. Em 2010, este município arrecadou aliás o prémio que anualmente distingue a participação “mais efectiva e inovadora” na Semana Europeia da Mobilidade, deixando para trás as cidades de Múrcia (Espanha) e Riga (Letónia).
Lisboa também está inscrita e prevê concretizar duas medidas permanentes: instalar estacionamento para bicicletas e parques de estacionamento para motociclos. No fim-de-semana de 17 e 18 de Setembro, a Avenida Defensores de Chaves vai estar fechada ao trânsito.

Almeirim, Barcelos, Bragança, Caminha, Coimbra, Coruche, Évora, Lagos, Mealhada, Mirandela, Oliveira do Bairro, São João da Madeira, Serpa, Vila Nova de Gaia e Vila Real de Santo António são alguns dos municípios com iniciativas previstas para a semana de 16 a 22 de Setembro.

Em Espanha são 629 os participantes, na Áustria 249, na Hungria 98, em França 95 e na Polónia 87. Apesar de a iniciativa ser designada como Semana Europeia da Mobilidade, nela também participam países como Argentina, Brasil e Japão."

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Horta vertical

Amigos,
Recebi muitos e-mails e comentários em todas as nossas redes (Blog, Twitter e Facebook) perguntando sobre como fazer a horta vertical de garrafas PET, da casa da Família Rodrigues, no Lar Doce Lar #48, em Itaim Paulista, SP.
Antes de dar dicas sobre como construir a sua, agradeço todas as mensagens sobre esta reforma para o Lar Doce Lar. Espero retribuir todo o carinho de vocês com mais um ROSENBAUM RESPONDE.

// ROSENBAUM RESPONDE: LDL #48 – Horta vertical
A garrafa PET é uma invenção que deu certo em termos econômicos, mas vem trazendo uma dor de cabeça quando pensamos na enorme degradação do Meio Ambiente causada por ela.
Buscar alternativas para sua reutilização tem sido um esforço da sociedade em diversos lugares do Brasil, como já constatei nas minhas andanças pelo país.
As garrafas plásticas podem ser reaproveitadas para cultivar vegetais de pequeno porte, temperos e ervas medicinais, presas em muros e paredes ou apoiadas em suportes de diferentes materiais. A idéia é aproveitar pequenos espaços e materiais de baixo custo para montar hortas em casas, apartamentos ou mesmo no local de trabalho. É uma forma popular de se apropriar de técnicas já existentes sustentáveis, viáveis e econômicas.

// MATERIAL
- Garrafa PET de 2 litros vazia e limpa;
- Tesoura
- Corda de varal, cordoalha, barbante ou arame
- Para os que optarem por cordoalhas ou arames, serão necessárias duas arruelas por garrafa PET
- Terra
- Muda de planta

// MODO DE FAZER
Corte a garrafa PET, como na foto abaixo.


Para fixar as garrafas, devemos fazer dois furos no fundo da garrafa e dois na parte superior da garrafa. Dá pra entender direitinho olhando bem a foto acima. Além dos furinhos para passar a corda, é necessário um pequeno furo no fundo da garrafa. A água usada para regar a muda precisa escoar.
Depois disso, passe a corda por um furo e puxe pelo outro.
Muitas pessoas nos perguntaram como fazer para as garrafas não “escorregarem” pela corda (ou barbante, ou cordoalha). Obrigado pela colaboração e participação. Pensando nisso, elaboramos dois desenhos, com duas sugestões.
- Para quem usar corda de varal ou barbante:

- Para quem usar cordoalha ou arame:

Depois, basta esticar e fixar a corda na parede.

Esse modo de fazer pode ser melhorado, ok? É apenas um resumão! Fiquem a vontade para fazer qualquer alteração.
Obrigada, abraços e bom fim de semana a todos!
Marcelo Rosenbaum."


Fonte e imagens: