Eliza Southwood

"About me: former architect, studied at Glasgow School of Art and now a full time artist and illustrator. Recent clients include cycle2cannes.org, boneshaker magazine, nittygritty.net, Cycling Active Magazine, Sustrans and Ecotour Expeditions Inc. Exhibitions this year have take place at Society Cafe, Bath, Milkwood Gallery, Cardiff, Bristol Bike Festival and Look Mum No Hands! All images © Eliza Southwood 2012" 
 

Bicicleta roubada XIII

"Roubaram a minha bicicleta de montanha amarela, que estava presa dentro da Faculdade de Belas Artes.
Não era valiosa, mas tinha um certo valor sentimental e tinha muito investimento em cima.
Não sei que cadeado tinha, eu tinha emprestado a bicicleta a um amigo.
Se alguém a vir ou souber de alguma coisa... provavelmente devem vendê-a com o suporte preto atrás e com os avanços de punho.
O travão de trás do lado esquerdo desencaixa-se se for puxado (tem o parafuso que o prende ao quadro partido lá dentro). O pneu da frente é liso e o de trás é cardado".

Uso de bicicleta em Gaia terá desconto na factura da água

Eliza Southwood
in Jornal Público, 09.11.2012 - 19:23

"O presidente da câmara de Gaia anunciou esta sexta-feira que os utilizadores de bicicleta como meio de deslocação para o trabalho poderão reduzir a sua factura da água e reaver o investimento num prazo de 18 meses.  

“Será um projecto de mobilizar as pessoas para a utilização da bicicleta ou, atendendo à dificuldade de cidades como Porto e Gaia, de veículos que tenham o mesmo tipo de carga não poluente”, explicou Luís Filipe Menezes no final da cerimónia comemorativa do visitante número 2,5 milhões ao Parque Biológico de Gaia.
O objectivo é o de “induzir um novo comportamento ambiental” e “introduzir uma taxa negativa benévola pró ambiental”, salientou o autarca.
O processo é simples e passa pela criação de um parque de estacionamento com um "kit" de registo electrónico onde, a cada dia de utilização, o cidadão deverá passar a sua bicicleta, para contabilização, após o que recebe um cheque ambiental que “pode deduzir em vários tipos de facturas e impostos municipais”. “Deduzi-los principalmente no imposto da água, do saneamento e resíduos sólidos urbanos”, acrescentou o presidente da câmara, segundo o qual, e com base no preço de “um veículo médio do mercado”, a pessoa recupera “num ano e meio aquilo que investiu na aquisição” da bicicleta, se a utilizar durante esse tempo como meio de transporte. A partir daí, “significa que uma pessoa pode não pagar água, se usar esse meio”, frisou.
Para “dar o exemplo” o autarca irá “fazer uma campanha interna forte para que seja a administração a dar o exemplo” e os trabalhadores da autarquia e empresas municipais os primeiros a usar as duas rodas. Menezes, que quer ver implementado o modelo ainda durante o seu mandato que termina no próximo ano, admite, porém, que este projecto não será aplicado em todo o território do concelho, uma vez que “não é realista” se olhadas as distâncias do centro às freguesias limítrofes.
“Mas é realista para núcleos centrais da cidade, para os centros históricos, para os núcleos mais urbanos centrais da cidade”, assinalou, garantindo que este modelo será “trasladado para qualquer lugar onde possa vir a ter responsabilidades de gestão”".

Bicicleta roubada XII


"Boas tardes pessoal, roubaram uma bicicleta a um amigo meu, nos Olivais, ainda esta manhã. Alguém tem alguma sugestão? Além de reportar à polícia e passar pela feira da ladra...
Se alguém a vir já sabem, por favor entrem em contacto.
Era igualzinha a esta e tinha protector de selim, reflectores nas rodas (como estas), dianteiros e traseiros e luzes de presença atrás e à frente.
Obrigado e boas pedaladas!"

Bicicleta roubada XI

"Roubaram-me hoje de manhã, do meu prédio, na Praça Paiva Couceiro, a minha bicileta de corrida (uso no triatlo). Não foi roubo de ocasião já que estava fora da vista e presa com um cadeado (dos fáceis de rebentar com um alicate, mas sempre era necessário um alicate e cortaram, inclusivamente, as correias plásticas - tipo eletricidade - que seguravam o dístico com o meu número da federação de triatlo e deixaram-no lá).
  Trata-se de uma bicileta com quadro de alumínio, perfil tubular cilíndrico fino da marca EDR, tipo de estrada já "menos moderna". Nos nós de interseção dos tubos, aumentava muito ligeiramente o diâmetro. A testa da frente é bastante alta e deve ser um quadro de tamanho 62 ou maior (já não me lembro, mas meço 1,92m e estava-me "boa"). Naturalmente poderá ser pintada, mas a pintura original é branca com letras grandes "EDR" vermelhas na lateral e restos da palavra "aluminium" também a vermelho. A pintura está bastante riscada mas mantinha-se branca como a neve. O quadro pesa cerca de 1200g e é muito flexível.
Na escora do quadro, junto ao eixo da roda traseira, do lado esquerdo, está sem a pintura nuns 20cm e está lixada pois já foi soldada neste local. Não sei o número de série do quadro.

Particularidades:
Pedais Look CX-6 pretos;
Rodas Mavic (com fechos quick-lock specialized) com pneus Maxxis Columbiere (praticamente novos) - diferentes das que aparecem na foto.
Manípulos Shimano Sora (o esquerdo é novo e o direito é antigo);
Mudanças Shimano 105 (8 velocidades atrás);
Avanço de triatlo aerobar Syntace XXs (unidos à frente com peça própria);
A forqueta é nova, preta em carbono - diferente da que aparece na foto.
A forqueta é de 1'' e é threadless (vi-me à rasca para encontrar a forqueta e a caixa da direcção de 1'' no ebay  UK, por isso não deve haver muitas por aí);
O guiador é de 44cm e também de 1''. Com fitas completamente novas pretas.

Se me ajudarem a espalhar esta informação que me leve de novo a ela (chama-se Bianca e deve estar assustada), agradeço".

Peões com acesso facilitado à estação de Santa Apolónia após protesto de moradores

Moradores queriam que a Refer abrisse uma porta no muro que ladeia a estação, mas opção foi outra (Foto: Pedro Martinho)
in Jornal Público, 17.10.2012
Por Marisa Soares

"O acesso pedonal do lado Norte à estação de Santa Apolónia, em Lisboa, vai ser mais fácil a partir de sábado. Depois de vários protestos dos moradores da zona, a Refer vai abrir uma das portas laterais da estação que dão para a Rua dos Caminhos de Ferro. Esta passa a ter sentido único e passeios mais largos.  

A porta a ser aberta, a cerca de 300 metros da entrada principal, vai dar acesso a uma passagem subterrânea que liga ao átrio onde termina a linha dos comboios Alfa Pendular. “É um túnel com iluminação e câmaras de videovigilância”, afirma Basílio Vieira, morador que deu a cara pelo protesto e lançou, em 2010, o movimento Entrada Norte e uma petição pública.
O túnel permite ir até à estação do metro e ao supermercado ali existentes sem ter que contornar o edifício por fora, como acontece actualmente. No entanto, para quem tem mobilidade reduzida a solução não é perfeita. Para aceder à passagem subterrânea é preciso descer escadas, não havendo elevador nem rampa alternativa. “Mesmo assim, pode-se entrar na estação e dar a volta pela plataforma, de forma mais segura do que hoje”, ressalva Basílio Vieira.
Há anos que os moradores se queixam da falta de segurança – nalguns locais, os passeios têm 15 centímetros de largura – e do risco de atropelamentos naquela zona, pela ausência de passadeiras. Com a transformação da Rua dos Caminhos de Ferro numa via de sentido único, na direcção sul-norte (ou seja, de Santa Apolónia para o Parque das Nações), o espaço para os peões será alargado e vai ser colocada uma passadeira em frente à porta da estação.
Os automobilistas que queiram ir no sentido inverso têm como alternativa a Avenida Infante Dom Henrique e o viaduto sobre a linha ferroviária, para inversão de marcha.
As carreiras da Carris também vão ser alteradas. Segundo a transportadora, os percursos dos autocarros 735, 794, 759 (nocturno), 206 e 210 vão ser desviados para a Avenida Infante Dom Henrique a partir da Avenida Mouzinho de Albuquerque, a partir das 22h de sexta-feira.

Solução era "a única possível" 
Apesar de estar “satisfeito” com a solução encontrada pela Câmara de Lisboa e pela Refer, Basílio Vieira sustenta que esta não é a ideal. A proposta dos moradores era a abertura de uma porta no muro lateral da estação, na ligação da Rua da Bica do Sapato com a Rua dos Caminhos de Ferro. A entrada daria acesso ao cais 1 pela Rua da Bica do Sapato, onde os passeios são mais largos, evitando alterações ao trânsito.
Foi em defesa dessa opção que o movimento Entrada Norte organizou, em Maio, a Marcha dos Atropelados, que juntou dezenas de pessoas em protesto. “Aquele muro não tem razão de existir”, defende Basílio Vieira.
“A solução adoptada é a única tecnicamente possível”, contrapõe o vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva. Rasgar o muro só será possível, admite, quando a Refer fizer obras na estação para reformular a linha dos comboios Alfa e Intercidades, o que não deverá acontecer nos próximos tempos devido à crise.
A intervenção, que começou no início do mês e termina sexta-feira, custa à câmara cerca de 15 mil euros. Mas é provisória. O movimento Entrada Norte candidatou um projecto ao Orçamento Participativo (OP) da Câmara de Lisboa, que prevê a realização de obras definitivas na zona para melhorar a acessibilidade pedonal e a circulação de tráfego, no valor de 500 mil euros.
Se o projecto passar, os pilaretes agora colocados desaparecem e dão lugar a passeios mais largos, serão criados mais lugares de estacionamento para residentes, e serão feitas obras na rede de drenagem pluvial. Os projectos do OP estão a votação até 31 de Outubro".