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Change the World in 5 Minutes - Everyday at School


"Can a bunch of school kids really change the world in five minutes a day? This class of primary school kids demonstrate over the course of a week that it only takes five minutes a day to make a positive impact—from recycling to planting fruit and veg and telling jokes.
You can find out more and contact the filmmaker, Tristan Bancks, at www.tristanbancks.com
This film was made for Film Australia's Change the World in 5 Minutes project. See more films and upload your own ideas for Changing the World
@ http://programs.sbs.com.au/changetheworld"

Reciclagem na Horta


Caixa de Take-away
"Muitas pessoas não fazem ideia de quanto poderão gastar na construção de uma horta na varanda ou terraço.

Mesmo que esta actividade envolvesse custos mais significativos, valeria sempre a pena pela experiência em si, pela terapia anti-stress que nos proporciona, pela vertente pedagógica quando é solicitada a participação das crianças, e pelo facto de nos permitir o consumo de legumes isentos de tóxicos.

Se reciclarmos objectos de uso diário na horta, não só estamos a ter uma atitude ecológica de reutilização, como conseguiremos fazer uma horta com custos irrisórios.

Para começar, os custos inevitáveis são

o da aquisição de terra (para quem não tem terreno ou canteiros), sendo que o preço médio de um saco com 50 litros de terra está entre os 3,5€ e os 6€, e os da aquisição de sementes – cada pacote custa entre 0,70€ e 2€.
 



Tudo o resto poderá resultar do reaproveitamento de coisas que, normalmente seguiriam para o contentor do lixo ou da reciclagem.





Exemplos:

Para iniciarmos a nossa horta, e começando pela sementeira, em vez dos tradicionais tabuleiros de germinação, porque não utilizar copos de iogurte, embalagens de margarina, caixas de take-away, e garrafas de plástico?
Basta ter o cuidado de perfurar os recipientes na base, de modo a permitir o bom escoamento do excesso de água.

 
Copo biodegradável

Existem copinhos biodegradáveis para sementeira, à venda nas casas da especialidade, cuja vantagem é o facto de não termos de retirar a plantinha do seu interior para a colocarmos no local definitivo, enterrando o copo, que se irá degradar deixando de obstruir o desenvolvimento das raízes. Para os substituirmos, podemos utilizar os rolos de papel higiénico, da seguinte forma:





         
Rolo de papel higiénico




 
Embalagem de leite recortada e perfurada"


Fonte e imagens:
http://cidadedashortas.blogspot.com/2011/05/reciclagem-na-horta-i.html?spref=fb

Agricultores de palmo e meio cultivam hortícolas na escola

    in Jornal Sol, 16.04.2011, por Joana Andrade

"É o último dia de aulas e as crianças estão num alvoroço. Pela chegada das férias e pela refeição que irão comer ? as alfaces que plantaram, que viram crescer e que agora vão apanhar para o almoço.
Odete tem apenas dez anos e já é uma jardineira experiente. Os seus olhos brilham quando fala da horta da sua escola, na Galiza, em Cascais. Dedica-se àquele espaço com tanto empenho que quase pensa nele como seu.
Entusiasmar os alunos do ensino básico com a plantação de hortas pedagógicas e fazer com que respeitem mais a natureza são objectivos de um projecto desenvolvido pela Empresa Municipal de Ambiente de Cascais (EMAC). A missão foi cumprida com esta turma de pequenos agricultores, que chegam a proteger a sua horta das bolas de futebol lançadas pelos colegas e das ervas daninhas que teimam em invadir o terreno. António, de oito anos, é quem mais gosta de as arrancar.
Para João, de sete, o melhor da horta é colher o que plantaram para depois comer, como vai acontecer ao almoço. «O sabor é diferente dos produtos que se compram no supermercado», diz. «Não sabem a plástico, são mais doces», acrescenta Odete, que vai ter «saudades» dos seus legumes durante as férias.
Mafalda Soares, professora na escola EB 1 N.º 1 da Galiza que o SOL visitou, garante que esta é uma actividade importante para aprender a respeitar a natureza e o que ela dá. «Os alunos não conheciam metade dos legumes e agora até já plantam fisális».
Favas, tomate, alho-francês, batatas, brócolos ou couve-flor são outros dos alimentos que as crianças têm na sua horta, que também conta com um espaço para ervas aromáticas.
Na escola também aprendem a comer de forma mais saudável através da agricultura biológica. «Quase nenhum gosta de sopa, mas no dia em que se fez caldo verde com a couve da nossa horta todos repetiram», recorda Mafalda Soares.
Odete nunca se esqueceu e fala muitas vezes desse almoço à mãe. Esse é, aliás, outro dos objectivos da iniciativa: sensibilizar os pais para melhores práticas ambientais, como explica o vereador da Câmara de Cascais Nuno Piteira Lopes: «Além da vertente ambiental e social, pensamos também na sustentabilidade económica».
Há dez anos, a reciclagem era um conceito difícil de passar às famílias. Hoje são as crianças que explicam aos pais a importância da separação do lixo e nas salas de aula também já há caixotes amarelos, azuis e verdes.
Mas é a terra que mais chama a atenção de Odete, João e António - já sabem como e quando plantar os diferentes hortícolas e até como fazer compostagem no quintal.
Esta é outra das actividades que a empresa municipal promove junto das 155 escolas do concelho que aderiram ao EMAC Educa, uma Aposta no Futuro , através da entrega de material como um depósito para guardar os resíduos orgânicos e um manual de compostagem.
A preocupação das crianças pelo ambiente é já tão grande que muitas chegam a pedir aos pais para usarem guardanapos de pano em vez dos tradicionais de papel.
Para os adultos que vivem em apartamentos e também gostariam de plantar legumes, Cascais desenvolve, há um ano, um projecto de criação de hortas comunitárias. Mesmo em centros urbanos, cada inscrito tem direito a um talhão."

Fonte e imagem:
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=16945

Edible City


(Clicar na imagem para ver um pequeno vídeo sobre o projecto)


"About this project
Hidden between buildings and across networks of backyards, germinating in classrooms and sprouting up in city centers, a grassroots movement is thriving in the Bay Area . . .
Edible City is the forthcoming documentary from East Bay Pictures, following the stories of folks who are digging their hands into the dirt, fighting for sustainability and social justice by doing something truly revolutionary: growing a local food system.
Now is the time to tell this story about real people making real change! Edible City will provoke critical thought, further the dialogue surrounding food and our food system, and inspire audiences to action."

Fonte:
http://www.kickstarter.com/projects/andrewhasse/edible-city-faces-of-the-food-revolution

Hortas biológicas de Guimarães criam novos agricultores urbanos


in Jornal Público, 14.06.2009 - 11h57 Lusa

"Operários, economistas, médicos, professores, enfermeiros, juízes e reformados são os novos agricultores de Guimarães. Nas hortas biológicas na Veiga de Creixomil crescem legumes e flores de todos os tipos. Onde dantes só existiam silvas e ervas.

"Aqui somos todos agricultores. Trocamos sementes, legumes e flores e gozamos o prazer de cultivar a terra", contou Cristina Pereira, operária de calçado desempregada e "dona" de um canteiro na Horta Pedagógica de Guimarães.

A horta está situada na Veiga de Creixomil, a 100 metros de um hipermercado e num dos terrenos outrora mais férteis e cultivados do concelho e onde quase só existiam silvas e ervas. Por cinco euros anuais, os candidatos ficam na posse de uma parcela de terreno de 50 metros quadrados, apenas com a única obrigação de a cultivarem.

Couves, favas, ervilhas, batatas, cebolas, maracujás e meloas, tomates e pepinos, há de tudo no terreno em que a câmara de Guimarães também oferece a água para a rega.

"No mercado municipal já se deve notar um quebra na venda dos legumes tal é a quantidade de legumes que se colhem na horta", frisou Avelino Pereira, encarregado geral de uma empresa de calçado e agricultor aos sábados e domingos.

O colorido dos legumes e flores semeados, faz das pequenas hortas um enorme jardim.

"Não percebia nada de agricultura quando me candidatei à horta mas depois de comer as primeiras alfaces que semeei, as ervilhas e as favas, percebi que tinha um agricultor dentro de mim", disse Avelino Teixeira, um tipógrafo encadernador reformado.

"Eu só trato das flores e tenho muitas e bonitas", salientou Arminda Teixeira, esposa de Avelino, que obrigou o marido a ceder-lhe parte do espaço.

"São pessoas que querem cultivar um terreno pelo prazer de lidar com a terra e não exactamente por necessidade", frisou Costa e Silva, o vereador dos Serviços Urbanos e do Ambiente na câmara de Guimarães.

As primeiras hortas começaram e ser cultivadas em Outubro de 2008 mas, menos de um ano depois, não há espaços vagos e a variedade de legumes e hortaliças surpreende.

"Há pessoas que vêm para aqui passear só para nos verem a trabalhar. Até parece que estamos numa jaula a ser observados como se fossemos uma espécie em vias de extinção", brincou um juiz, que esquece as leis nas horas vagas e troca o martelo das audiências pela enxada.

"É uma terapia para o stress e que leva a grandes discussões científicas como por exemplo, qual é a melhor semente de pepino", disse uma enfermeira do hospital de Guimarães que sai do emprego e vai, a pé, até à sua horta. "Ando descalça, tiro ervas daninhas. Converso com as plantas e hoje, estive a colocar estacas nos tomates", contou a enfermeira.

O projecto inicial previa espaços maiores mas o número de candidatos ao aluguer de terrenos fez com que ao tamanho das hortas fosse 'reduzido'.

As primeiras candidaturas foram de um grupo de economistas. Depois juntaram-se operários, médicos, professores, enfermeiros, reformados e juízes. Mas a diferença de profissões não interfere na agricultura. "Ó vizinha, dá-me um pezinho de salsa e eu dou-lhe um pé de pepinos", pediu um agricultor de fim-de-semana. "Podia era dar-me uns pezinhos de alface para plantar", reclamou a 'inquilina" do terreno ao lado. Negócio feito, o cultivo continua.

A ideia essencial passa por incentivar a prática da cultura biológica, permitindo à população um contacto com a natureza e uma melhor consciência ecológica.

A utilização de fertilizantes está sujeita à apreciação prévia dos serviços técnicos do pelouro do ambiente.

Integrado no projecto HiperNatura Continente, o conceito de hortas pedagógicas custou 600 mil euros. "É uma forma de participar activamente na preservação e na revitalização da natureza urbanas ", finalizou Miguel Rangel, da empresa promotora do projecto."

Fonte e imagem:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386548&idCanal=2100