Vamos partilhar mais coisas e pagar com dinheiro digital



"Esqueçam as pilhas de livros a encherem a casa, esqueçam um carro por pessoa. E preparem-se para o mundo das moedas digitais, que vão começar a expandir-se. Lauren Anderson, do Collaborative Consumption Lab, e Stan Stalnaker dão-nos alternativas de consumismo e poupança. Primeiro trabalho da série Conversas de fim de ano.

Já andamos a partilhar, a reutilizar, a reciclar, a emprestar, mas vamos fazê-lo muito mais, segundo o movimento Collaborative Consumption (CC, Consumo Colaborativo) - um conceito, um site e uma consultora nascidos do livro What’s Mine is Yours – How Collaborative Consumption is Changing the Way We Live.
E que dizer das moedas que pesam na carteira, com tamanhos diferentes, e a exigirem toda uma rede de produção - da manufactura à distribuição? O mais provável é virem a ter uma concorrência feroz de milhares e milhares de outras moedas digitais como a Ven, criada por Stan Stalnaker e transaccionada na rede social Hub Culture– foi a primeira moeda privada a ser listada na Thomson Reuters, é sustentável e mais imune às flutuações do mercado, defende.
No site do Collaborative Consumption há uma actualização constante das tendências globais da economia de partilha e vai-se fazendo o registo da explosão de novas formas de troca, comércio, aluguer, etc em todo o mundo, baseadas na colaboração e na ideia de comunidade. 
Embora existam especificidades geográficas, a directora de inovação do CC, Lauren Anderson, aponta as semelhanças: há cada vez mais pessoas interessadas em aceder a “meios eficazes de obterem aquilo que querem” – “sejam coisas mais materiais ou menos tangíveis como tempo, aptidões ou espaço”. “Isso tem gerado uma revolução económica desde a crise que levou as pessoas a reconsiderarem onde gastam o seu dinheiro, o valor que dão a coisas materiais, mas também levou a uma maior consciência ambiental global”, diz. “Tem acontecido também pela grande necessidade de comunidade que nasceu depois de décadas de isolamento e de independência, em que sentíamos que tínhamos que nos bastar a nós próprios.
Através do consumo colaborativo as pessoas estão a perceber o valor da comunidade. E com a Internet e as novas tecnologias estamos a redefinir o termo comunidade e a forma como nos ligamos a ela”. Ou seja, se antigamente emprestávamos a alguém alguma coisa, o mais provável era esquecermo-nos dela – mas hoje, graças à tecnologia, é muito mais fácil emprestar ou trocar coisas mesmo com desconhecidos porque temos maneira de registar e traçar o rasto das coisas.
Sem conseguir quantificar o movimento em termos de número de pessoas envolvidas, Anderson diz, no entanto, que se pode ter uma ideia olhando para indústrias ou sectores específicos: só o Airbnb cresceu no último ano o que cresceu nos três anteriores (entre 2008 a 2011 tiveram 5 milhões de reservas, passaram para 10 milhões este ano). Esta plataforma junta pessoas que querem alugar os seus quartos/casas com quem anda à procura deles, ou seja, junta quem quer fazer dinheiro a quem quer poupar dinheiro. Tem de tal forma crescido que há uns tempos em Nova Iorque era maior o número de reservas de Airbnb do que de hotéis.

Voltar a formas antigas
No fundo, há um regresso a formas antigas de troca e partilha, um regresso ao modo de vida colaborativo: “Quando a Rachel Botsman estava a escrever o livro [What’s Mine is Yours…] percebeu que havia três coisas que poderiam categorizar exemplos de colaboração”, lembra Lauren Anderson. “O primeiro eram os mercados de redistribuição: passar coisas que não são necessárias num sítio para outro onde são necessárias; o segundo são os sistemas de produtos ou serviços, em que as coisas podem ser compradas, emprestadas ou partilhadas mas pertencem a outra pessoa ou empresa (partilha de carros, por exemplo); e a terceira, os modos de vida colaborativo que são coisas menos tangíveis – o nosso tempo, através de bancos do tempo, as nossas capacidades, que são o nosso conhecimento que pode ser partilhado em plataformas, e o espaço, que pode ser o Airbnb, lugares de estacionamento ou armazéns”.
Factores essenciais para que estes negócios, muitos deles baseados no sistema peer-to-peer (interpares)? Confiança e eficácia. Sem confiança os sistemas não funcionam, ou seja, quer seja a empresa a controlar, ou a passar essa responsabilidade aos membros quando a “rede” cresce, a confiança “é absolutamente crucial”.
Há um exemplo que serve para ilustrar a forma como este factor “evoluiu”: a plataforma Zimride (partilha de boleias). Quando arrancou, os fundadores não podiam desatar a pedir às pessoas para começarem a dar boleias. Por isso foram directamente às empresas e às universidades apresentar a ideia e sugeriram que os estudantes e os empregados procurassem alguém na rede com quem partilhar deslocações – “porque já existe um nível de confiança entre as pessoas que estudam na mesma universidade ou trabalham na mesma empresa, mesmo que não se conheçam”. Só depois se lançaram para as plataformas abertas. “Notaram que, ao princípio, as pessoas só usavam as redes privadas, mas agora usam as plataformas públicas porque se criou confiança, sentiam-se mais confortáveis. Esse é um passo enorme na forma como podemos confiar e contar uns com os outros para ter as coisas de que precisamos – e é uma coisa que vai começar a expandir-se à medida que nos sentirmos mais confortáveis”.
O outro factor, a eficácia, é o que motiva a adesão: “Quando se pensa em partilha de carros, aquilo que se quer é que seja útil”, diz. “Tem que ser mais fácil contratar/adquirir esses serviços do que sermos nós a fazer”.
O consumo colaborativo parte também da ideia de que hoje procuramos mais experiências do que propriamente objectos físicos. Vamos ser menos consumistas ou vamos passar a coleccionar experiências como coleccionávamos coisas? “Acredito que nos estamos a afastar dos típicos ideais do consumismo em que quanto mais tínhamos, melhor éramos”, responde Anderson. “Acho que estamos à procura de formas mais significativas de nos relacionarmos uns com os outros. O papel das empresas tradicionais é olharem para o que está a acontecer: as pessoas estão fartas de transacções de grande volume e querem relacionar-se com seres humanos reais”.
 
Tendência para desmaterializar
Desejo de contacto humano, mas tendência para a desmaterialização: não deixa de ser curioso que em relação aos objectos tipo CD, livro, DVD, a tendência seja para nos livrarmos deles, tal como acontece com o próprio dinheiro. Na Hub Culture (HC) transaccionam-se ideias, e não só, mas promovem-se encontros e acontecimentos no mundo real. Trocam-se aptidões, serviços por Ven, a moeda que nasceu em 2007 para ser usada pelos membros da HC como sistema de pontos.
Só em 2009 é que passaram a ter “um cabaz”a criar o valor da Ven – é uma mistura entre as moedas internacionais, bens como ouro, prata e crude, e carbono “de forma a torna-la mais verde”, explica Stan Stalnaker. “Ao incorporar os preços do carbono no cabaz ligámos a moeda ao ambiente, e tornámo-nos na única moeda que tem o carbono incluído. Actuamos um pouco como o Banco Central: temos os bens em reserva. A maior parte dos países só tem em reserva cerca de 2% dos bens; como somos muito pequenos temos que ter 100% em reserva. Não damos números sobre as reservas mas já trocámos o equivalente a 1.5 milhões de dólares e está a crescer rapidamente”.
As vantagens ambientais são estas: “De cada vez que se usa Ven está-se a ajudar o planeta, porque teremos mais capacidade de investir nas reservas de carbono. Até agora, salvámos 25 mil hectares de floresta na Amazónia usando a Vem”.
As outras vantagens da Ven, que só funciona na rede ou nos chamados Pavillion da Hub Culture (espaços físicos espalhados pelo mundo onde se desenvolvem actividades, como co-working), é que é “uma óptima barreira contra a inflação porque é suportada em parte pelos bens: se eles sobem, a Ven também”. “É uma moeda naturalmente menos flutuante: desce e sobe menos do que as outras moedas e do que os bens.”
Podemos comprar Ven com dinheiro ou vendendo os nossos serviços – “no fundo tudo o que se pode comprar com dinheiro pode comprar-se com Ven”.
Stalnaker, que trabalhou na área de marketing da Time Warner, imagina que daqui a cinco anos vamos ter mais de 5 mil moedas digitais, e que um dia cada um terá a sua própria moeda. De alguma forma, já há vários tipos de “moeda digital” além das que se intitulam como tal – exemplo são as empresas com cartões que têm sistema de pontos acumulados. “Acho que um dia cada um terá a sua própria moeda e essas moedas serão transaccionadas umas com as outras. Você é boa escritora e eu um bom conferencista, provavelmente vamos trocar uma coisa pela outra”.
E uma das tendências, antecipa, é a junção do dinheiro e da informação: “No Facebook há pelo menos 80 mil milhões de pontos de informação: temos pessoas, lugares, etc. Os algoritmos vão um dia calcular o valor dessas coisas e a partir daí cria-se a capacidade de negociar cada uma dessas informações: quantos ‘gostos’ no Facebook valem um Ven? Isso é o futuro do dinheiro – todos os pontos no gráfico social vão tornar-se monetizáveis, adquirem valor e esse valor será transaccionado”.
Estes são dois exemplos de como a economia de mercado, baseada num consumismo desenfreado, está a transformar-se – nem Lauren Anderson, nem Stan Stalnaker arriscam dizer que os movimentos que representam vão substituir completamente os actuais, mas ambos notam mudanças significativas no comportamento dos consumidores.
“Acreditamos que o consumo colaborativo vai continuar a crescer, e andará lado a lado com a economia tradicional”, diz a directora de inovação do CC. “Mas vai ter um impacto enorme na economia tradicional na medida em que já não criar produtos para serem usados por uma única pessoa mas para serem partilhados. E as empresas vão deixar de se dedicar exclusivamente aos produtos e a começar a ter relações com os seus clientes em vez de fazerem apenas meras transacções – ou seja, as empresas vão querer manter uma relação com os seus clientes, personalizando os produtos e prolongando a vida desse produto”.  
Para quem gosta de ver a cor do dinheiro, não há razão para alarme: a Ven e outras moedas digitais não vão ameaçar as actuais moedas, analisa Stalnaker. “As pessoas continuarão a usar euros, dólares, libras. O que vai acontecer é o oposto da ideia de uma moeda controlar as outras – vão existir várias que permitem uma maior escolha. Mais escolha dá mais oportunidades, mais flexibilidade e isso cria um maior crescimento económico”."

Fonte e imagem: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/xxxxconsumo-vamos-partilhar-mais-coisas-e-pagar-com-dinheiro-digital-1578140

Life flourishes even in the cracks, David Suzuki

"Have you ever thought about the grass that grows in sidewalk cracks? These hardy plants are generally written off as undesirable. They're routinely trampled, savaged by extreme summer heat, washed out by rainfall and buried by winter snow. To survive these conditions is a testament to the plants' resilience, but they rarely get much love or attention.
That's why I'm intrigued with the work of Nova Scotia researcher Jeremy Lundholm and his team at Saint Mary's University. They've been examining plant species in sidewalk cracks and other nooks and crannies in Halifax. Their research demonstrates something simple and surprising: hardy species found in these environments are similar to those occupying nature's own inhospitable spaces - steep cliffs and barren rock slopes.
While the connection between pavement and cliff face isn't immediately obvious, it makes sense. Plant species that succeed in sidewalk cracks have similar qualities to ones that have adapted to inhabit crevices in exposed, rocky, windswept places.
As Lundholm says, this sort of research demonstrates that rather than seeing our communities as entirely human-created, unnatural environments, we should recognize that urban spaces are in many ways "structurally and functionally equivalent" to natural ecosystems.
In a recent article for The Nature of Cities, ecologist Eric W. Sanderson suggests we try to "conceive of cities in their entirety as ecological spaces." This vision of the city as ecosystem includes all streets, sidewalks, buildings and parking lots interacting in a vibrant ecological mosaic with soil, water, air and "everyone and everything that participates in the great congress of life on Earth."
Sanderson says looking at the built landscape of our towns and cities this way allows fascinating comparisons: steep cliff and tall skyscraper, parkland and meadow, gutter and stream. The urban environment contains numerous ecological niches that have analogues elsewhere in nature. It's just a relatively new type of landscape.
And within this complex urban ecosystem, species are constantly adapting. The Smithsonian Conservation Biology Institute's Migratory Bird Center found their subjects often adapt to human environments. Some songbirds have learned to survive in noisy urban landscapes by changing the melodies they use to communicate. They sing higher notes to trump ambient background city noise and deeper notes in areas with many buildings and hard surfaces. Nesting on the ledges of high-rises rather than cliff faces has even helped peregrine falcons adjust to city life and assisted their dramatic post-DDT comeback.
Yet, while some of our feathered friends and crevice-loving plants have been adapting, the speed and scale of urbanization in Canada has pushed many native species to the brink of extinction.
Ducks Unlimited found that over 72 per cent of the original wetlands in southern Ontario have been developed, and the region is now home to about one third of the province's species at risk. In British Columbia, more than 100 imperilled plants and animals are found in the Metro Vancouver area.
While we need to show some love to the current occupants of nooks and crannies, we must also redouble our efforts to bring nature back to the city and enhance what assets remain.
Efforts like the RONA Urban Reforestation program are on the right track. The hardware retailer is helping to green urban spaces with its support for planting thousands of trees in Canada's cities. This past summer it also started a pilot program aimed at promoting native shrubs and trees through in-store nurseries.
Planting native species in our gardens and communities is increasingly important, because indigenous insects, birds and wildlife rely on them. Over thousands, and sometimes millions, of years they have co-evolved to live in local climate and soil conditions.
To find out more about the benefits of planting indigenous species, contact the North American Native Plant Society or check out the excellent Grow Me Instead guides available for several provinces.
Ultimately we need to recognize that while humans continue to build urban landscapes, we share these spaces with others species. Nature surrounds us, from parks and backyards to streets and alleyways. Next time you go out for a walk, tread gently and remember that we are both inhabitants and stewards of nature in our neighbourhoods.
By David Suzuki with contributions from David Suzuki Foundation Communications Specialist Jode Roberts.

For more insights from David Suzuki, please read Everything Under the Sun (Greystone Books/David Suzuki Foundation), by David Suzuki and Ian Hanington, now available in bookstores and online".

Eliza Southwood

"About me: former architect, studied at Glasgow School of Art and now a full time artist and illustrator. Recent clients include cycle2cannes.org, boneshaker magazine, nittygritty.net, Cycling Active Magazine, Sustrans and Ecotour Expeditions Inc. Exhibitions this year have take place at Society Cafe, Bath, Milkwood Gallery, Cardiff, Bristol Bike Festival and Look Mum No Hands! All images © Eliza Southwood 2012" 
 

Bicicleta roubada XIII

"Roubaram a minha bicicleta de montanha amarela, que estava presa dentro da Faculdade de Belas Artes.
Não era valiosa, mas tinha um certo valor sentimental e tinha muito investimento em cima.
Não sei que cadeado tinha, eu tinha emprestado a bicicleta a um amigo.
Se alguém a vir ou souber de alguma coisa... provavelmente devem vendê-a com o suporte preto atrás e com os avanços de punho.
O travão de trás do lado esquerdo desencaixa-se se for puxado (tem o parafuso que o prende ao quadro partido lá dentro). O pneu da frente é liso e o de trás é cardado".

Uso de bicicleta em Gaia terá desconto na factura da água

Eliza Southwood
in Jornal Público, 09.11.2012 - 19:23

"O presidente da câmara de Gaia anunciou esta sexta-feira que os utilizadores de bicicleta como meio de deslocação para o trabalho poderão reduzir a sua factura da água e reaver o investimento num prazo de 18 meses.  

“Será um projecto de mobilizar as pessoas para a utilização da bicicleta ou, atendendo à dificuldade de cidades como Porto e Gaia, de veículos que tenham o mesmo tipo de carga não poluente”, explicou Luís Filipe Menezes no final da cerimónia comemorativa do visitante número 2,5 milhões ao Parque Biológico de Gaia.
O objectivo é o de “induzir um novo comportamento ambiental” e “introduzir uma taxa negativa benévola pró ambiental”, salientou o autarca.
O processo é simples e passa pela criação de um parque de estacionamento com um "kit" de registo electrónico onde, a cada dia de utilização, o cidadão deverá passar a sua bicicleta, para contabilização, após o que recebe um cheque ambiental que “pode deduzir em vários tipos de facturas e impostos municipais”. “Deduzi-los principalmente no imposto da água, do saneamento e resíduos sólidos urbanos”, acrescentou o presidente da câmara, segundo o qual, e com base no preço de “um veículo médio do mercado”, a pessoa recupera “num ano e meio aquilo que investiu na aquisição” da bicicleta, se a utilizar durante esse tempo como meio de transporte. A partir daí, “significa que uma pessoa pode não pagar água, se usar esse meio”, frisou.
Para “dar o exemplo” o autarca irá “fazer uma campanha interna forte para que seja a administração a dar o exemplo” e os trabalhadores da autarquia e empresas municipais os primeiros a usar as duas rodas. Menezes, que quer ver implementado o modelo ainda durante o seu mandato que termina no próximo ano, admite, porém, que este projecto não será aplicado em todo o território do concelho, uma vez que “não é realista” se olhadas as distâncias do centro às freguesias limítrofes.
“Mas é realista para núcleos centrais da cidade, para os centros históricos, para os núcleos mais urbanos centrais da cidade”, assinalou, garantindo que este modelo será “trasladado para qualquer lugar onde possa vir a ter responsabilidades de gestão”".

Bicicleta roubada XII


"Boas tardes pessoal, roubaram uma bicicleta a um amigo meu, nos Olivais, ainda esta manhã. Alguém tem alguma sugestão? Além de reportar à polícia e passar pela feira da ladra...
Se alguém a vir já sabem, por favor entrem em contacto.
Era igualzinha a esta e tinha protector de selim, reflectores nas rodas (como estas), dianteiros e traseiros e luzes de presença atrás e à frente.
Obrigado e boas pedaladas!"

Bicicleta roubada XI

"Roubaram-me hoje de manhã, do meu prédio, na Praça Paiva Couceiro, a minha bicileta de corrida (uso no triatlo). Não foi roubo de ocasião já que estava fora da vista e presa com um cadeado (dos fáceis de rebentar com um alicate, mas sempre era necessário um alicate e cortaram, inclusivamente, as correias plásticas - tipo eletricidade - que seguravam o dístico com o meu número da federação de triatlo e deixaram-no lá).
  Trata-se de uma bicileta com quadro de alumínio, perfil tubular cilíndrico fino da marca EDR, tipo de estrada já "menos moderna". Nos nós de interseção dos tubos, aumentava muito ligeiramente o diâmetro. A testa da frente é bastante alta e deve ser um quadro de tamanho 62 ou maior (já não me lembro, mas meço 1,92m e estava-me "boa"). Naturalmente poderá ser pintada, mas a pintura original é branca com letras grandes "EDR" vermelhas na lateral e restos da palavra "aluminium" também a vermelho. A pintura está bastante riscada mas mantinha-se branca como a neve. O quadro pesa cerca de 1200g e é muito flexível.
Na escora do quadro, junto ao eixo da roda traseira, do lado esquerdo, está sem a pintura nuns 20cm e está lixada pois já foi soldada neste local. Não sei o número de série do quadro.

Particularidades:
Pedais Look CX-6 pretos;
Rodas Mavic (com fechos quick-lock specialized) com pneus Maxxis Columbiere (praticamente novos) - diferentes das que aparecem na foto.
Manípulos Shimano Sora (o esquerdo é novo e o direito é antigo);
Mudanças Shimano 105 (8 velocidades atrás);
Avanço de triatlo aerobar Syntace XXs (unidos à frente com peça própria);
A forqueta é nova, preta em carbono - diferente da que aparece na foto.
A forqueta é de 1'' e é threadless (vi-me à rasca para encontrar a forqueta e a caixa da direcção de 1'' no ebay  UK, por isso não deve haver muitas por aí);
O guiador é de 44cm e também de 1''. Com fitas completamente novas pretas.

Se me ajudarem a espalhar esta informação que me leve de novo a ela (chama-se Bianca e deve estar assustada), agradeço".

Peões com acesso facilitado à estação de Santa Apolónia após protesto de moradores

Moradores queriam que a Refer abrisse uma porta no muro que ladeia a estação, mas opção foi outra (Foto: Pedro Martinho)
in Jornal Público, 17.10.2012
Por Marisa Soares

"O acesso pedonal do lado Norte à estação de Santa Apolónia, em Lisboa, vai ser mais fácil a partir de sábado. Depois de vários protestos dos moradores da zona, a Refer vai abrir uma das portas laterais da estação que dão para a Rua dos Caminhos de Ferro. Esta passa a ter sentido único e passeios mais largos.  

A porta a ser aberta, a cerca de 300 metros da entrada principal, vai dar acesso a uma passagem subterrânea que liga ao átrio onde termina a linha dos comboios Alfa Pendular. “É um túnel com iluminação e câmaras de videovigilância”, afirma Basílio Vieira, morador que deu a cara pelo protesto e lançou, em 2010, o movimento Entrada Norte e uma petição pública.
O túnel permite ir até à estação do metro e ao supermercado ali existentes sem ter que contornar o edifício por fora, como acontece actualmente. No entanto, para quem tem mobilidade reduzida a solução não é perfeita. Para aceder à passagem subterrânea é preciso descer escadas, não havendo elevador nem rampa alternativa. “Mesmo assim, pode-se entrar na estação e dar a volta pela plataforma, de forma mais segura do que hoje”, ressalva Basílio Vieira.
Há anos que os moradores se queixam da falta de segurança – nalguns locais, os passeios têm 15 centímetros de largura – e do risco de atropelamentos naquela zona, pela ausência de passadeiras. Com a transformação da Rua dos Caminhos de Ferro numa via de sentido único, na direcção sul-norte (ou seja, de Santa Apolónia para o Parque das Nações), o espaço para os peões será alargado e vai ser colocada uma passadeira em frente à porta da estação.
Os automobilistas que queiram ir no sentido inverso têm como alternativa a Avenida Infante Dom Henrique e o viaduto sobre a linha ferroviária, para inversão de marcha.
As carreiras da Carris também vão ser alteradas. Segundo a transportadora, os percursos dos autocarros 735, 794, 759 (nocturno), 206 e 210 vão ser desviados para a Avenida Infante Dom Henrique a partir da Avenida Mouzinho de Albuquerque, a partir das 22h de sexta-feira.

Solução era "a única possível" 
Apesar de estar “satisfeito” com a solução encontrada pela Câmara de Lisboa e pela Refer, Basílio Vieira sustenta que esta não é a ideal. A proposta dos moradores era a abertura de uma porta no muro lateral da estação, na ligação da Rua da Bica do Sapato com a Rua dos Caminhos de Ferro. A entrada daria acesso ao cais 1 pela Rua da Bica do Sapato, onde os passeios são mais largos, evitando alterações ao trânsito.
Foi em defesa dessa opção que o movimento Entrada Norte organizou, em Maio, a Marcha dos Atropelados, que juntou dezenas de pessoas em protesto. “Aquele muro não tem razão de existir”, defende Basílio Vieira.
“A solução adoptada é a única tecnicamente possível”, contrapõe o vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva. Rasgar o muro só será possível, admite, quando a Refer fizer obras na estação para reformular a linha dos comboios Alfa e Intercidades, o que não deverá acontecer nos próximos tempos devido à crise.
A intervenção, que começou no início do mês e termina sexta-feira, custa à câmara cerca de 15 mil euros. Mas é provisória. O movimento Entrada Norte candidatou um projecto ao Orçamento Participativo (OP) da Câmara de Lisboa, que prevê a realização de obras definitivas na zona para melhorar a acessibilidade pedonal e a circulação de tráfego, no valor de 500 mil euros.
Se o projecto passar, os pilaretes agora colocados desaparecem e dão lugar a passeios mais largos, serão criados mais lugares de estacionamento para residentes, e serão feitas obras na rede de drenagem pluvial. Os projectos do OP estão a votação até 31 de Outubro".

Bicicletas e o Sistema Económico

Italianos e gregos trocam automóveis por bicicletas


in Jornal Público, 04.10.2012 

"Em 2011 foram vendidas mais bicicletas (1 milhão e 750 mil) do que carros (1 milhão e 748 mil) em Itália, de acordo com o jornal The Telegraph .

Numa Itália deprimida depois da II Guerra Mundial, Antonio Ricci percorre as ruas de Roma procurando, desesperadamente, a bicicleta roubada de que necessita para poder trabalhar.
Mais de 60 anos depois de Vittorio De Sicca ter realizado esta cena no filme “Ladrões de Bicicletas”, os italianos voltaram-se novamente para este meio de transporte.
Diz o mesmo jornal inglês que o aumento do desemprego, a imposição de medidas de austeridade e o aumento do custo de vida – em Itália, um litro de combustível custa cerca de 2 euros por litro, o valor mais alto na Europa - fizeram com que, pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, os italianos comprassem mais bicicletas do que carros.
As famílias estão a comprar bicicletas, a desistir dos segundos carros e a aderir a esquemas de partilha de carros.
“Cada vez mais pessoas estão a tirar as velhas bicicletas das garagens ou das caves. São fáceis de usar e custam pouco. Em distâncias de cinco quilómetros ou menos, são geralmente mais rápidas do que outros meios de transporte”, disse Pietro Nigreli, da associação industrial Confindustria, em declarações ao Telegraph.
Mais de 10% de italianos passaram a utilizar a bicicleta para irem trabalhar ou para chegarem à escola. Numa população de 60 milhões, este valor representa 6,5 milhões de pessoas.
Em declarações ao jornal La Repubblica , Antonio Della Venezia, presidente da Federação Italiana de Amantes de Bicicletas, disse que as “pessoas que até agora só tinham conduzido carros, estão a mudar a forma de pensar”.
Num país famoso pela indústria automóvel e que, em 2009, apresentava a quarta maior taxa de posse de automóveis no mundo (cerca de 60 carros por cada 100 habitantes), um carro tornou-se um símbolo do milagre económico italiano dos anos 60 e as vendas de automóveis não pararam de crescer desde então.
Agora, a compra de carros novos desceu para valores que não eram registados desde os anos de 1970.
“Qualquer pessoa que trabalhe no sector automóvel na Europa actualmente está a experimentar vários níveis de descontentamento. O mercado automóvel europeu está um desastre”, disse Sergio Marchionne, presidente da Fiat.

Grécia também pedala mais 
Mas não são só os italianos que estão a trocar as quatro pelas duas rodas. Em Agosto, a Reuters noticiou que os gregos também estão a adoptar a bicicleta como meio de transporte.
Vistas geralmente como sinal de pobreza ou consideradas arriscadas, as bicicletas estão a tornar-se numa alternativa para os gregos, a braços com uma grave crise económica e com elevadas taxas de desemprego.
O número de automóveis utilizados desceu 40% na Grécia. De acordo com a Reuters, esta situação está a traduzir-se numa oportunidade para alguns gregos, uma vez que a venda de bicicletas cresceu mais de 25% e a compra de equipamento de ciclismo – desde capacetes a joalheiras –, está a aumentar rapidamente.
Estima-se que pelo menos uma loja de bicicletas tenha aberto todos os meses em 2011, num forte contraste com o encerramento de muitas lojas em Atenas.
“Todos os bairros têm a sua loja de bicicletas, tal como têm a sua loja de kebabs”, disse à Reuters Giorgos Vogiatzis, um ex-ciclista da equipa nacional grega que desenha e constrói bicicletas feitas por medida.
Recentemente, Vogiatzis viu o negócio aumentar. De 40 bicicletas vendidas por ano, passou para 350.
A nova atracção dos gregos pelas bicicletas levou a que, em Atenas, se tenha começado a trabalhar num esquema de aluguer semelhante ao que existe noutras capitais europeias, como Paris.
A falta de infra-estruturas para o ciclismo na capital grega não impediu os gregos de pedalarem pela cidade, apesar dos engarrafamentos, das subidas e descidas em colinas íngremes e das estradas esburacadas".

Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/italianos-e-gregos-trocam-automoveis-por-bicicletas-1565827

BICICLETA ROUBADA IX


"BICICLETA ROUBADA na zona do Forte da Casa! Se por acaso virem a bicicleta ou tiverem alguma informação ficam aqui os contactos : ivan.885@gmail.com , 911757785".

Bicicleta roubada VIII

"É uma bicicleta de estrada bastante antiga, marca Peugeot, amarela, pneus finos, frequentadora assídua da Massa Crítica. Duvido que haja bicicleta semelhante a andar por Lisboa.
Se por acaso a tiverem visto nos últimos dias ou a vieram a encontrar, diga-me qualquer coisa.
Ficou acorrentada durante mais de uma noite entre Cais do Sodré e Bairro Alto, segundo sei, antes de ser roubada."

Bicicleta roubada VII



Esta pasteleira desapareceu na quarta-feira perto da Cicloficina dos Anjos. É vermelha e tem autocolantes da Monster.
Se alguém a vir ou souber do paradeiro desta bicicleta contacte-nos.

Bicicleta roubada VI

"Na tarde de sábado a minha bicicleta foi roubada no Rossio entre as 4 e as 6 da tarde. Estava em frente à livraria LeYa, ao lado do quiosque de revistas e em estacionamento próprio para bicicletas com corrente."


Cursos de Condução de Bicicleta - Iniciação e Aprendizagem

"Lisboa, 7, 9 e 16 de Junho de 2012

Numa promoção conjunta com a Câmara Municipal de Lisboa, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) organiza novamente, nos dias 7 (Feriado), 9 (Sábado) e 16 (Sábado), um Curso de Condução de Bicicleta na Cidade.

O objectivo destas formações passa por ensinar a andar de bicicleta a quem não sabe e ainda segurança activa e conselhos gerais para uma condução segura na cidade.

Estes cursos revelam-se muito importantes porque cada vez há mais pessoas a quererem aprender a andar de bicicleta, por outro lado, face às dificuldades que o código da estrada levanta para os utilizadores de bicicleta, estes cursos são igualmente uma forma de aprender a circular com uma maior segurança na via pública.

DETALHES DO CURSO

VALOR DO CURSO: € 18,45 (Taxa Municipal de € 15,00 + € 3,45 de IVA a 23%)

LOCAL: Parque Desportivo Municipal de S. João de Brito – Avenida do Brasil

HORÁRIO: Das 8h30’ às 12h30’

NÍVEL DO CURSO: O Nível 1 destina-se a todas as pessoas que desejam apenas aprender a andar de bicicleta.

OBSERVAÇÕES: Caso os participantes não disponham de equipamento, a organização disponibiliza bicicleta.

INSCRIÇÕES: Podem frequentar este curso todos os cidadãos com mais de 14 anos de idade. Os menores de 14 anos podem participar desde que acompanhados pelos respectivos pais e dispondo de veículo adequado.

As inscrições são obrigatórias e podem ser efectuadas através do telefone 213 253 347 ou por e-mail para dsesa.gat@cm-lisboa.pt"

Imagem:

Bicicleta roubada V


"Roubaram-me ontem a bicicleta Koga Miyata. Estava estacionada na Praça de Espanha.
Tem um quadro enorme (63), guiador com fitas pretas, selim vermelho de couro da Selle e é rosa e roxa, como mostra a foto abaixo.
O mais provável é poder ser pintada em breve, Contudo, continuará a poder ser facilmente identificável."

Bicicleta Roubada IV

 
Estava estacionada no Campo dos Mártires da Pátria, com um kriptonite U-lock.
É uma KTM de montanha, preta e azul, com o selim branco.

Petição Contra a redução do número de carruagens na Linha Verde para 3 (Metro de Lisboa)

Para:Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa

"No dia 22 de Fevereiro de 2012 os comboios da Linha Verde do Metro de Lisboa passaram a circular com apenas 3 carruagens. A justificação publicada no site do Metro de Lisboa foi a seguinte: “Por motivos de adequação da oferta à procura do serviço metro será implementado um novo modelo de circulação na rede de metro. Assim, a partir do dia 22 de fevereiro, os comboios na Linha verde passam a circular com três carruagens.”
Esta situação levou a que os comboios estejam sempre cheios, sendo extremamente desconfortável viajar no meio de uma massa comprimida de pessoas o que, além do desconforto, potencia situações de criminalidade.
Esta medida, especialmente numa das linhas com mais utilizadores, constitui um retrocesso na qualidade do serviço prestado, passando este a ser um mau serviço, tornando desproporcional a relação entre o preço praticado e a qualidade do serviço prestado.

Os signatários"

Ligação para assinar a petição:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoAssinar.aspx?pi=metro3c

Artigo no Jornal Público - utentes da linha verde queixam-se de viajar como sardinhas em lata:
http://www.publico.pt/Local/utentes-da-linha-verde-queixamse-de-viajar-como-sardinhas-em-lata-1538129?all=1

Imagem:
http://sardinhaemlata-publicidade.blogspot.pt/

Goodbye-ways: The downfall of urban freeways

The golden days -- when the traffic hadn't caught up with the lanes. (Photo by coltera.)


"We can say this for our Great Urban Freeway Experiment: It seemed like a good idea at the time.
The time was the 1950s and ’60s, specifically, and U.S. cities were watching their residents flee to the suburbs in alarming numbers. Their solution: Build giant freeways connecting city centers to the ’burbs, thereby allowing citizens to live the good life on the outskirts and commute to work in the urban core. It was an attempt to hang on to urban industrial might even as the city’s population bled (or drove) out.
When all was said and done, these freeways did salvage some downtown commerce, but they only accelerated the flight from the inner city. At the same time, they carved up historic urban neighborhoods, turned whole sections of cities into slums, and cut off many downtowns from their waterfronts. Legendary urban activist Jane Jacobs was among the first to fight the scourge of the urban highway, and by the late 1970s and early 1980s, it had become all but impossible to gain approval for new highways through urban areas.
It’s one thing to stop building urban freeways, however, and another thing entirely to tear down existing ones. For many city centers, those highways still look a lot like lifelines.

But over the past few decades, urban freeways have begun to come down — from the West Side Highway in New York to the Embarcadero in San Francisco — and if a growing urban transportation reform movement has its way, many more will fall in the coming years.
This is the thrust of a report just released by the Institute for Transportation and Development Policy and EMBARQ, two organizations that promote equitable and sustainable transportation projects around the world. The report, called “The Death and Life of Urban Highways” — a tribute to Jacobs’ groundbreaking 1961 urbanist manifesto, The Death and Life of Great American Cities — declares that “the urban highway is a failed experiment,” and describes cities that have traded in highways for parks, mixed-use developments, and all manner of urbanist bliss.
At last! City leaders have seen the light! Power to the people! Critical mass!
Well, not really.
“Cities are not removing all highways because of a sudden awakening of environmental consciousness or realization that car culture is bad,” the report says. Instead, they’re doing it because they can’t afford to keep aging freeways from crumbling, and they’re realizing that the space these roads take up is a hell of a lot more valuable, both socially and economically, when it’s used for houses, businesses, and parks. And then there’s the raft of studies showing that freeways don’t relieve traffic congestion — they actually make it worse.
Death and Life documents all this, and then provides five case studies of cities that have removed freeways, starting with Portland, Ore., which in the 1970s tore out Harbor Drive, a freeway that walled off the downtown area from the Willamette River, and replaced it with a waterfront park that to this day is a central attraction in Stump Town. San Francisco tore out a raised freeway that was critically damaged in the 1989 Loma Prieta earthquake, replacing it with Embarcadero Boulevard, replete with palm-tree-lined pedestrian promenade. Most recently, in the early 2000s, under longtime Mayor John Norquist, Milwaukee dynamited the unfinished Park East Freeway, making room for three new neighborhoods, a boulevard, and a street grid that reconnects the city to its downtown.
In all three cases, land values around the demolished highways have skyrocketed, the areas have served as hubs for economic redevelopment, and, according to the report, the impacts on traffic congestion have been minimal — thanks in some places (Portland) to the construction of parallel roads, and others (San Francisco) to an increase in mass transit ridership. And just as remarkably, all three cities saved money over what they would have spent widening, rebuilding, or completing their existing freeways.
The report finishes out with a look at Seoul, South Korea, which in 2003 demolished the Cheonggyecheon freeway, “daylighting” the river buried beneath and turning the whole thing into a miles-long urban park; and Bogotá, Colombia, which chose not to build a planned Inner Ring Expressway, opting instead to invest its money in mass transit, bicycle paths, pedestrian walkways, and promenades. Too cool.
It’s pretty inspiring, especially when you compare it to what we would have been left with if the highway engineers had their way. In a recent interview with Next American City, John Norquist, the former Milwaukee mayor who is now CEO of the Congress for the New Urbanism, described where that dream would have taken us:
The Detroit metropolitan area is covered with freeways … More than any other place in the country, the Michigan DOT pretty much got its way. And they have solved the problem that they identified, which was congestion … So by creating a transportation system that encouraged people to leave town — the population of the city is about a third of what it was since 1950.
[Detroit] had 300 miles of streetcars at the end of the war. That’s all gone … The street grid has been cut up, so it’s hard to move around on the surface streets. [But] the stated goal was to battle congestion, and in Detroit, they did it. And there are side effects.
Side effects. Sure — if you consider your city turning into a wasteland a “side effect.” (Sounds like a potentially terminal illness to us.) But if there’s a silver lining here, it is this: Highway construction ground to a halt much earlier in most burgs than it did in the Motor City, and now those freeways that were built are coming of age. It’s a perfect time to reconsider our approach to urban transportation.
In fact, we really have no choice. Being broke has a way of narrowing your options. Besides, with huge latent interest in urban living, it’s time to get serious about making cities work for city residents again, not just the folks who drive in from the ‘burbs.

Grist special projects editor Greg Hanscom has been editor of the award-winning environmental magazine High Country News and the Baltimore-based city mag, Urbanite. He tweets about cities and the environment at @ghanscom."

Fonte e imagem:
http://grist.org/cities/goodbye-ways-the-downfall-of-urban-freeways/

PASSAGEIRO DE MEIO MUNDO

13 de Março, 2012
Hora : 21h00
Local : Casa da América Latina

"Uma viagem à América Latina em bicicleta é o que vamos conhecer nesta noite, na companhia de Idílio Freire, que atravessou as Américas entre 2010 e 2011, e que a convite da Matilha Cycle Crew, grupo de adeptos da bicicleta, e de todos aqueles que fazem deste veículo um estilo de vida, aceitou o desafio de vir partilhar a sua aventura.
Economista no Instituto Nacional de Estatística, desde 1992, Idílio é um desportista indisciplinado, viajante apaixonado e um aventureiro audaz: “Numa dimensão mais física e mental, procuro a adrenalina, os limites; mas também o fio da navalha e, com ele, um patamar de equilíbrio sempre superior. A superação. Do ponto de vista intelectual, move-me a curiosidade, a individualidade, as vivências, a natureza, a cultura. O conhecimento. Numa perspectiva humana, ver, viver, sentir “o outro”, o “estranho” que é o nosso semelhante do outro lado do mundo, na diversidade, no contraste que flagela um continente, um mundo – o nosso mundo.”


Fonte e imagem:
http://www.casamericalatina.pt/eventos/detalhes.php?id=245
http://bacalhaudebicicletacomtodos.blogspot.com/

Em Londres, quem andar a pé ou de bicicleta terá descontos em lojas e cinemas

"Que tal ser recompensado, financeiramente, por deixar o carro em casa e se locomover pelas ruas da cidade a pé ou de bicicleta? Essa é a mais nova medida londrina para estimular a mobilidade sustentável – e, consequentemente, reduzir os níveis de poluição e congestionamento na capital inglesa.
A bonificação funcionará com a ajuda de um aplicativo para smartphone, criado pela empresa Recyclebank, com o apoio da prefeitura de Londres. Ao ser instalado no celular, o app é capaz de mensurar e pontuar os deslocamentos feitos a pé ou de bicicleta pelo usuário do aparelho, que poderá converter os pontos em prêmios e descontos, nas lojas e cinemas que participam da ação.
A iniciativa foi anunciada nesta semana pelo governo londrino e será testada, por um grupo de pessoas, até o final do ano, para finalmente ser lançada no segundo semestre de 2012 – não por acaso, quando começarão os Jogos Olímpicos de 2012, na cidade.
O Brasil também será sede das Olimpíadas, em 2016. Você acha que a medida adotada pela prefeitura de Londres poderia ser copiada pelo Rio de Janeiro para incentivar a mobilidade sustentável na capital fluminense e reduzir o trânsito caótico que esse tipo de evento esportivo mundial costuma causar nas cidades que o sediam?
Imagem: Missionlessdays/Creative Commons"

Fonte e imagem:

Petição Pelo Alargamento do Horário em que é Permitido Transportar Bicicletas no Metropolitano de Lisboa

Para:Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa

"Considerando que:

1. Hoje em dia é consensual que a bicicleta é um meio de transporte eficaz em ambiente urbano, com inúmeros benefícios para os seus utilizadores e em especial para a qualidade de vida na cidade;

2. Várias entidades, em particular a Câmara Municipal de Lisboa, têm investido e incentivado a utilização da bicicleta na cidade de Lisboa;

3. São cada vez mais os utilizadores de bicicleta na cidade;

4. Uma vez que a bicicleta é um meio de transporte particularmente eficaz para percorrer distancias medianas (a generalidade dos estudos apontam a bicicleta como modo de transporte preferencial para distâncias ate 5km), a questão da inter-modalidade entre a bicicleta e outros meios de transporte é extremamente importante no desenvolvimento de uma politica de mobilidade ciclável na cidade;

5. Na generalidade das cidades europeias - nomeadamente Londres, Madrid, Barcelona, Berlim, Porto - é permitido o transporte de bicicletas no metropolitano fora das chamadas "horas de ponta";

6. As carruagens do Metropolitano de Lisboa, fora das "horas de ponta", têm na esmagadora maioria das vezes bastante espaço livre;

7. A permissão para transporte de bicicletas no Metropolitano de Lisboa entre Segunda e Sexta está restrita apenas a um período - depois das 8 da noite - o que impossibilita a utilização dos modos Bicicleta + Metro em ambos os movimentos pendulares;

Os signatários desta petição solicitam que:

- Seja alargada a permissão de transporte de bicicletas aos dias de semana no Metropolitano de Lisboa para dois períodos: Ao horário entre as 10h00 e as 17h00 e a partir das 20h00, podendo-se, eventualmente, limitar o número de bicicletas transportadas a 2 por carruagem.

- Se mantenha a permissão de transporte de bicicletas, sem custos acrescidos, durante todo o dia aos fins-de-semana e feriados.

Os signatários"

Petição: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N20059
Imagem: http://wastetimepost.com/64bf8b5c21a/draw%20a%20bicycle

França - Empresas cobrem gastos de bicicleta para funcionários

Thierry Mariani, ministre en charge des transports(à gauche) et Philippe Goujon, député de Paris (Salon du cycle, photo APFOUCHA)        

"O governo francês anunciou nesta quinta-feira uma iniciativa para estimular o uso da bicicleta. A principal medida é o financiamento pelas empresas das despesas de transporte dos funcionários que a adotarem. Em troca, serão garantidas isenções.
O ministro dos Transportes, Thierry Mariani, informou que o sistema é similar ao existente na Bélgica. Naquele país, paga-se 21 centavos de euro por quilômetro rodado.
O governo parisiense foi um dos primeiros a incentivar a adoção de bicicletas como transporte.
A norma, apresentada em Paris, é resultado de um estudo encomendado pelo Executivo ao deputado conservador e prefeito do 15º distrito de Paris, Philippe Goujon.
No jornal "Le Figaro", Goujon estimou em 20 milhões de euros o custo do Estado para indenizar por quilômetro as 2 milhões de pessoas que vão de bicicleta ao trabalho. Na França, o percurso médio é de 5 km.
Em entrevista ao jornal "Metro", Mariani indicou que outras medidas serão estudadas, como modificar a norma de circulação para permitir que os ciclistas avancem o semáforo vermelho quando virarem à direita, marcar as bicicletas com código para combater os roubos e construir mais ciclovias.
O ministro destacou que na França a utilização desse meio de transporte permite economizar 5,6 bilhões de euros pelos benefícios que proporciona à saúde das pessoas, além de limitar os gases poluentes.
Para Mariani, se cada europeu pedalasse 2,6 quilômetros por dia ao invés de usar um carro, haveria uma redução no transporte em torno de 15% das emissões de CO2, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global."

Comité de Promoção da Bicicleta (França):

Fontes:

Imagem:

BICICLETA ROUBADA II

"Mensagem do dono:

Querida bicicleta elops, de cor preto-mate, grande, porta-bagagens, autocolante da apple por baixo do selin, luzes de dínamo. Imagino que ainda estejas por Lisboa, se vires alguém que te reconheça, pede-lhe que me enviei um email a informar sobre o teu paradeiro.

Lembra-te que o facto de te teres acorrentado em frente da esquadra da polícia de Santa-Apolónia, não fui suficiente para evitar o roubo.

Saudades, o dono."

Bicicletadas / Massas Críticas -- 27 de Janeiro, 2012

"18:30 - 20:30
  • Almada Concentração na Praça S. João Baptista às 18.30 e partida às 19h;
  • Aveiro Concentração às 18h30 e saída às 19h00, no Forum Aveiro, ao lado da Capitania;
  • Barreiro Encontro na Rotunda Norte\Fórum Barreiro, junto à estátua de Malangatana, às 19h16m
       (Nota: no Barreiro a MC é na 
primeira 6ª feira de cada mês)
  • Braga Concentração às 18h00 e saída às 18h20, na fonte junto à Arcada, Avenida Central;
  • Coimbra Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades às 18h15m;
  • Guimarães Encontro pelas 18h30m no Largo da Oliveira;
  • Lisboa Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII;
  • Porto Concentração às 18h30 e saída às 19h00, na Praça dos Leões;
  • Sines Concentração às 18h00 e saída às 18h30 em frente da porta do castelo no Largo do Poeta Bocage;
  • Seixal Concentração às 18h30 e saída às 19h00 da Estação dos Foros de Amora;
...Há alguma variedade na hora de início das bicicletadas pois, para além do mais, espera-se cerca de meia hora pela chegada de mais participantes... É melhor trazerem luzes, à frente e atrás, e reflectores nas rodas pois anoitece mais cedo..."

Fonte:

Quando alguém te grita do carro...

Sábado oriental em Lisboa (de bicicleta)…

"Há já algumas semanas que andava para o fazer: Re-descobrir os supermercados chineses e indianos do Martim Moniz. Porque quem esteve em Lisboa, no passado sábado, percebeu que seria um crime ficar fechado em casa com um dia de sol absolutamente espectacular que esteve.
Dormi até me apetecer, tomei um bom pequeno-almoço e saí em direcção à baixa. É tão bom andar de bicicleta em Lisboa! Vê-se a cidade de uma maneira completamente diferente, sem obstáculos…
Bom, bom é poder chegar aos sítios e estacionar literalmente à porta. Melhor ainda: não pagar parquímetros ou parques de estacionamento a preço de ouro.
Primeira paragem:
Supermercado Chen
Poço do Borratém 23, 24
Confesso que já não entrava neste supermercado há alguns anos. Lembro-me da primeira vez que lá fui, não haviam quase rótulos em português, uma aventura portanto, para tentar perceber o que era cada uma das coisas. Agora as coisas estão diferentes, pelo menos já temos rótulos mesmo que alguns digam ‘douce de Shanza chinês’ e fiquemos na mesma. Mas a graça passa por aqui, levar, experimentar e depois logo se vê.
Comprei basicamente vários tipos de massa: de ovo, de arroz, para noodles.
Trouxe um tradicional arroz basmati e uma embalagem de bambu fresco que nunca cozinhei, mas não há-de ser nada.
Ah, trouxe uma pasta para fazer sopa de miso que adoro e uns rebentos de soja frescos.

Segunda paragem:
Popat Store
Centro Comercial da Mouraria
Lojas 251-252
Da última vez que lá fui, ainda faziam aquele preparado de caril. Agora, só embalado porque o outro “não é permitido”, dizem-me. Logo à entrada estão as frutas e legumes: os mais inofensivos como as banana-pão e o gengibre e os outros, para os mais corajosos os pimentos e malaguetas incluindo os extra-hot.
Comprei uma coisa que nunca tinha ouvido falar – uma massa às cores que se frita e se serve como aperitivo. Pergunto se é bom. Respondem-me: “é bom até demais” (um destes dias faço um post com o veredicto…).
Trago vários papadum de pimentas, lentilhas e umas malaguetas que não são das mais picantes.
As horas passam e antes de regressar a casa, aventuro-me numa Pakora (espécie de tosta mista de vegetais muito aromatizada) num dos cafézinhos do Martim Moniz. Só lá estão indianos, até parece que estou na Índia.
O cesto está composto e o caminho a percorrer, de regresso a casa, ainda é longo e feito de bicicleta. Está um dia absolutamente espectacular e penso… o país está em crise, sim; não temos dinheiro, sim; mas este sol ninguém nos tira!
Sim posso dizer que foi um sábado mais-que-perfeito!"





Fonte e imagens:

http://abramabocaefechemosolhos.wordpress.com/2012/01/23/sabado-oriental-em-lisboa-de-bicicleta/

Em 2012, vamos conhecer o vizinho, cuidar da horta e integrar uma associação

in Jornal Público, 22.01.2012, Por Maria João Lopes

"A crise obriga a mudar de vida. Mas que hábitos e comportamentos vamos alterar? O que pode surgir de novo na organização do quotidiano? Falámos com investigadores e registámos transformações que poderão ocorrer, para lá de comer mais em casa ou andar de autocarro.


Usar mais os transportes públicos ou levar comida para o trabalho são apenas alguns exemplos que identificamos de imediato como hábitos que se poderão acentuar em 2012. Mas o PÚBLICO foi ouvir, entre outros, historiadores, sociólogos e escritores sobre o tema e há respostas mais surpreendentes. Há quem acredite que o associativismo e as tertúlias regressarão; os adolescentes procurarão trabalho nas férias; os universitários tentarão arranjar part-time para pagar os cursos; os quintais terão mais hortas; e os vizinhos passarão a conhecer-se melhor.

Passar mais tempo em casa, conhecer melhor os vizinhos

À força de consumirmos menos e pouparmos mais, vamos reduzir as idas ao restaurante e a outros espaços de lazer, e estar mais tempo em casa. Uma das consequências será o aumento das refeições caseiras, até para levar também comida para o trabalho. O escritor Mário Zambujal acredita que as pessoas vão "visitar-se mais": "Vão juntar-se nas casas umas das outras para uma festinha."

Os encontros familiares serão mais frequentes e, em alguns casos, diferentes gerações poderão viver juntas: "É possível que deixe de ser viável que as pessoas da classe média tenham familiares em instituições privadas, que são caras. E que os familiares mais idosos fiquem mais tempo junto das famílias, que voltam a ser alargadas", avança o sociólogo e professor da Universidade de Coimbra, Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Demografia, também acredita que tal poderá acontecer, sobretudo "nas famílias com baixos recursos": "Haverá um retorno dos avós ao lar. Com o desemprego, as pensões dos idosos acabam por ajudar na gestão do orçamento." Estanque também sustenta que poderão surgir relações de proximidade entre vizinhos: "Se as pessoas passarem a estar mais na sua zona, têm mais probabilidade de se encontrarem com as que residem ao lado, e que muitas vezes nem sabem quem são". E, cada vez mais, a casa será o escritório: "Trabalhar em casa de pijama é algo que já está a acontecer", diz Zambujal.

Maior vivência comunitária, tertúlias e associativismo

Não será só a preferência pelos transportes públicos que poderá aumentar, mas também uma utilização partilhada do carro: "Os vizinhos que vivem na periferia irão organizar-se mais colectivamente [para se deslocarem]", diz Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes realça também o recurso à bicicleta ou a andar a pé, até porque muita gente abandonará os ginásios. Nas palavras de Pedro Moura Ferreira, sociólogo do Instituto de Ciências Sociais, "a grande mudança passará pela filosofia do menos em quase todas as esferas da nossa vida".

O presidente da Cáritas Diocesana do Porto, Barros Marques, acredita que estes comportamentos fomentarão "um estilo de vida mais comunitário e menos individualista: "Vamos criar laços de alguma economia doméstica, familiar, fazer reuniões com amigos", partilhando comida. "E regressarão as grandes tertúlias e o associativismo, como espaços de debate, de troca de impressões, de esclarecimento, nos quais as pessoas sintam que estão a remar juntas."

Trabalhar mais

Vamos trabalhar mais horas por menos dinheiro. Entre outras medidas, as férias serão mais curtas e os bancos de horas e gestão de pontes mais flexíveis. Mas as alterações no que respeita ao trabalho não se ficarão por aqui e há quem acredite que a crise fará com que os adolescentes procurem trabalhos nas férias e os universitários em regime part-time .

O humorista Nilton realça que sempre trabalhou nas férias quando era adolescente e admite o regresso dessa opção: "Esta transformação deve acontecer e tem um lado positivo, até na mudança de mentalidades. Os nossos universitários vão para a faculdade de carro, com telemóveis e computadores... E há outros países em que é vulgar os estudantes trabalharem em restaurantes, a servir às mesas e a lavar pratos, para pagar os estudos". Nilton acredita ainda que também trabalharemos mais em casa: "O desenrascar vai voltar a ser a alma portuguesa. Nos últimos anos, habituámo-nos a pagar a alguém para vir arranjar a máquina da roupa, para pintar as paredes de casa, para consertar a porta... Vamos voltar a fazer essas coisas todas", diz. E acrescenta: "Vamos fazer a limpeza da casa e deixar de ter empregadas domésticas, ou vamos ter menos horas. Vamos lavar nós o carro e não pô-lo a lavar."

Fazer férias em Portugal, trabalhar no estrangeiro

Elísio Estanque destaca que as saídas nos fins-de-semana prolongados podem diminuir, até porque haverá menos pontes, e que muitas pessoas abdiquem de férias no estrangeiro. Mário Zambujal acredita, porém, que "de um mal pode vir um bem": conhecer melhor o país, à força de fazer férias cá dentro.

"Às vezes, ouço turistas perguntarem a portugueses se conhecem as grutas de Mira de Aire e não conhecem. Conhecemos as praias do Algarve e pouco mais", afirma. O estrangeiro passará a ser, antes, sinónimo de emigração, sobretudo para os mais jovens: "Os jovens não se vão acomodar", diz Filomena Mendes, salientando que a mobilidade terá ainda como efeito o decréscimo na aquisição de casa própria. "Há uns anos, era compensador comprar casa; actualmente, não. Os jovens já têm essa consciência e querem arrendar. Porque isso dá mais liberdade para mudar."

Maior disponibilidade para a mudança

Dalila Pinto de Almeida, que tem participado em projectos de gestão da mudança em empresas multinacionais e é autora do livro Mudar de Vida , não tem dúvidas de que "a forma de encarar o emprego" vai mudar: "Não vamos poder continuar a encará-lo como algo certo, definitivo. Vamos ter de ver o emprego como trabalho", diz, salientando que as pessoas estarão também mais "disponíveis" para mudanças dentro da própria empresa.

"Não vamos poder ficar presos às funções que sempre tivemos, vamos ter de pegar em projectos diferentes." As alterações também se notarão na iniciativa das pessoas: "Vão criar alternativas, o seu próprio emprego e fazerem aquilo que sabem e gostam, mesmo ganhando menos e trabalhando mais."

Outro aspecto que antevê é "o surgimento de uma economia informal: sobretudo os desempregados aproveitarão as habilidades para, por exemplo, fazer carteiras em tecido para vender através do Facebook, na sua casa ou na de amigos". Aparecerão "negócios pequenos, de nicho": "Vai fomentar-se a criatividade", defende.

Elísio Estanque concorda: "Poderão surgir negócios como lojas de roupa em segunda mão. Em Inglaterra, há lojas dessas há muitos anos. É possível que volte a ser natural e que as pessoas cá aceitem essa reciclagem."

Mais debate político

A historiadora Irene Pimentel acredita que o agravamento das condições de vida poderá "dar mais força à discussão política". "É uma esperança que eu tenho, que vai aumentar o debate político". Outras expectativas passam por haver "mais responsabilidade nos actos políticos" e "mais estima pelo bem público". Irene Pimentel sublinha ainda que "vamos assistir à maior proletarização da classe média": "Pensávamos que havia uma seta para a frente e para cima. E a classe média está a ver que, afinal, o futuro não será melhor, mas pior", nota, antevendo tensões sociais.

Inês Pereira, investigadora nas áreas dos movimentos sociais e novas tecnologias da informação no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, acredita que este ano, e no que respeita à contestação, acentuar-se-á "o recurso à Internet, como forma de divulgar causas, como meio de convocar e concertar acções transnacionais, e como palco de uma "guerrilha informacional"".  
Mais humor e voluntariado

O humorista Nilton prevê um bom ano para os seus espectáculos: "As pessoas vão querer rir-se mais. O humor é uma arma contra a crise", diz, notando que é cada vez mais solicitado para ir a empresas, que procuram alguém que consiga motivar e levantar o "astral" dos funcionários. Já Irene Pimentel defende que, como ir ao teatro e ao cinema será cada vez mais caro, a tendência passará pela procura de conteúdos na Internet e espectáculos gratuitos. Filomena Mendes também prevê cortes na formação das crianças: "Algumas famílias vão privar os filhos da música, da natação, do ballet...", diz, acrescentando que os centros de explicações poderão perder clientes.

Em alguns casos, serão os próprios pais, se tiverem o tempo e os conhecimentos para tal, a apoiar os filhos nas tarefas escolares. Mas há quem anteveja outras soluções como o voluntariado: "Podemos ver professores reformados a dispor do tempo para cuidar de crianças num bairro, porque os pais deixaram de ter dinheiro para o ATL", defende Maria Filomena Mendes. Também o sociólogo Elísio Estanque considera que o "humanismo e a solidariedade podem ser mais visíveis".

Novo perfil de consumidor

O escritor Mário Zambujal considera que este ano será inevitável travar-se o consumismo das últimas décadas: "Há um excesso de ambições pequeninas, de mudar de telemóvel e fazer filas à porta das lojas só porque vem aí um que tem mais um botão. Reduzindo esse consumo, vamos ter mais tranquilidade mental, alguma acalmia nesta vertigem do ter que é infernal", sustenta. Prevê um perfil diferente de consumidor: "Entraremos numa fase em que temos de tra var esta sede desesperada de consumo, de querer ter tudo, sempre mais, e vamos chegar a um ponto de nos voltarmos para coisas que não estão à venda nos shoppings , como ver nascer o sol na Arrábida", brinca.

Também o humorista Nilton acredita que voltaremos "às coisas simples e a repensar o que é supérfluo". Mesmo em áreas como a alimentação, as pessoas tenderão a comprar de outra forma, não só pondo de parte produtos que não são absolutamente necessários, como preferindo os mais baratos: "A própria selecção dos alimentos vai mudar", diz Maria Filomena Mendes. Já Elísio Estanque acredita que as hortas vão regressar, mesmo nas cidades: "As pessoas com quintal, com pequenos talhões de terra, poderão usufruir dessa actividade não só para responder a necessidades materiais, mas também como forma lúdica de ocupação do tempo."para vender através do Facebook, na sua casa ou na de amigos". Aparecerão "negócios pequenos, de nicho": "Vai fomentar-se a criatividade", defende.

Elísio Estanque concorda: "Poderão surgir negócios como lojas de roupa em segunda mão. Em Inglaterra, há lojas dessas há muitos anos. É possível que volte a ser natural e que as pessoas cá aceitem essa reciclagem."

Mais debate político

A historiadora Irene Pimentel acredita que o agravamento das condições de vida poderá "dar mais força à discussão política". "É uma esperança que eu tenho, que vai aumentar o debate político". Outras expectativas passam por haver "mais responsabilidade nos actos políticos" e "mais estima pelo bem público". Irene Pimentel sublinha ainda que "vamos assistir à maior proletarização da classe média": "Pensávamos que havia uma seta para a frente e para cima. E a classe média está a ver que, afinal, o futuro não será melhor, mas pior", nota, antevendo tensões sociais.

Inês Pereira, investigadora nas áreas dos movimentos sociais e novas tecnologias da informação no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, acredita que este ano, e no que respeita à contestação, acentuar-se-á "o recurso à Internet, como forma de divulgar causas, como meio de convocar e concertar acções transnacionais, e como palco de uma "guerrilha informacional"".  
Mais humor e voluntariado

O humorista Nilton prevê um bom ano para os seus espectáculos: "As pessoas vão querer rir-se mais. O humor é uma arma contra a crise", diz, notando que é cada vez mais solicitado para ir a empresas, que procuram alguém que consiga motivar e levantar o "astral" dos funcionários. Já Irene Pimentel defende que, como ir ao teatro e ao cinema será cada vez mais caro, a tendência passará pela procura de conteúdos na Internet e espectáculos gratuitos. Filomena Mendes também prevê cortes na formação das crianças: "Algumas famílias vão privar os filhos da música, da natação, do ballet...", diz, acrescentando que os centros de explicações poderão perder clientes.

Em alguns casos, serão os próprios pais, se tiverem o tempo e os conhecimentos para tal, a apoiar os filhos nas tarefas escolares. Mas há quem anteveja outras soluções como o voluntariado: "Podemos ver professores reformados a dispor do tempo para cuidar de crianças num bairro, porque os pais deixaram de ter dinheiro para o ATL", defende Maria Filomena Mendes. Também o sociólogo Elísio Estanque considera que o "humanismo e a solidariedade podem ser mais visíveis".

Novo perfil de consumidor

O escritor Mário Zambujal considera que este ano será inevitável travar-se o consumismo das últimas décadas: "Há um excesso de ambições pequeninas, de mudar de telemóvel e fazer filas à porta das lojas só porque vem aí um que tem mais um botão. Reduzindo esse consumo, vamos ter mais tranquilidade mental, alguma acalmia nesta vertigem do ter que é infernal", sustenta. Prevê um perfil diferente de consumidor: "Entraremos numa fase em que temos de travar esta sede desesperada de consumo, de querer ter tudo, sempre mais, e vamos chegar a um ponto de nos voltarmos para coisas que não estão à venda nos shoppings , como ver nascer o sol na Arrábida", brinca.

Também o humorista Nilton acredita que voltaremos "às coisas simples e a repensar o que é supérfluo". Mesmo em áreas como a alimentação, as pessoas tenderão a comprar de outra forma, não só pondo de parte produtos que não são absolutamente necessários, como preferindo os mais baratos: "A própria selecção dos alimentos vai mudar", diz Maria Filomena Mendes. Já Elísio Estanque acredita que as hortas vão regressar, mesmo nas cidades: "As pessoas com quintal, com pequenos talhões de terra, poderão usufruir dessa actividade não só para responder a necessidades materiais, mas também como forma lúdica de ocupação do tempo.""

Fonte:
http://www.publico.pt/Sociedade/em-2012-vamos-conhecer-o-vizinho-cuidar-da-horta-e-integrar-uma-associacao-1530217?all=1
Imagem:
http://tlc.howstuffworks.com/home/community-garden.htm