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Cycling has become a big deal in Europe

Everyone can: People in Paris can cycle commute using a public bike share service known as Velib.
in The Star Online, 15.03.2014

"With the economic slow down in Europe, it’s becoming more practical – and fashionable – to cycle. 


PEDALS versus horsepower, two wheels against four: More bicycles were sold than cars in 26 of the European Union’s 28 members, the exceptions being Belgium and Luxembourg, according to data from the cycle industry body Coliped and the auto industry association ACEA.
Car sales have been slumping since the start of Europe’s economic crisis, in what the head of FIAT Sergio Marchionne has gloomily dubbed a “Carmageddon“, settling at 12 million units for the EU (excluding Malta).
By contrast bikes have proved pretty much crisis-proof with 19.7 million sold Europe-wide in 2012 according to Coliped.
The phenomenon spreads well beyond the traditional “bicycle capitals” of northern Europe, Amsterdam and Copenhagen. In southern European countries – many of them traditionally car-mad – the shift is striking, with Italians buying 1.6 million bikes against 1.4 million cars in 2012.
“The economic crisis has had an impact on all areas of people’s lives, including on transport,” said Giulietta Pagliaccio, head of the Italian cycling federation Fiab. “But there has also been a small revolution in terms of lifestyle.”

More people in Europe are cycling, including British designer Vivienne Westwood.
 
Italy’s cycle manufacturer Bianchi agrees that change is on the march.
“Customers these days want bikes they can commute with, and top of the range. They are looking for long-term investments,” said Bianchi’s head Bob Ippolito, whose firm recently branched out into electric bikes.
“That backs up the sense that people are turning away from cars.”
Milan has been one of the latest European cities to roll out a bike-sharing scheme, dubbed “Bikemi”, on the model of the Parisian “Velib”, as well as extending its network of cycle lanes.
For the Bucharest in-crowd, cycling is now the way to roll, with fashionable bars featuring bicycles as design objects and collective bike rides staged on a weekly basis.
In Spain, 780,000 bikes were sold in 2012 against 700,000 cars, in spite of complaints from bike users who say the country’s cities remain dangerous on two wheels.
Madrid is rolling out a new bike rental scheme next year, and has unveiled plans for a “green ring” of cycle paths looping 10 kilometres around the city centre.
According to Spain’s road traffic agency, while the number of cyclists is steady, they are using their bikes more and more often. Cycle use for everyday journeys has jumped from 17 to 30 percent.
In austerity-hit Portugal cyclist numbers are on the rise in cities like Lisbon and Porto, although not so much in the country’s mountainous regions. Bike sales reached 350,000, against just over 95,000 cars.
“There are more and more people cycling, as a fashion thing, but also for economic reasons,” said Pedro Carvalho, head of the magazine “B-Cultura de Bicicleta”.
On the streets of London, bicycles are now as common a sight as black cabs or red double-decker buses, with journeys by bike up 66 percent over a decade.
The city is now under pressure to provide more safe, segregated cycle lanes, and there is a pledge to invest 1.2 billion euros (RM5.5 billion) over the next decade in cycling infrastructure.
As young Europeans switch to two wheels in droves, the car may be losing some of its appeal as a status symbol.
That was certainly true for 23-year-old Parisian Hugo Clair, who gave up his car and replaced it with two bicycles.
“With fuel costs going up, it was really grating to have to spend 100 euros a month just to keep a car on the road.” – AFP"

Fonte e imagens: http://www.thestar.com.my/Travel/Europe/2014/03/15/Cycling-has-become-a-big-deal-in-Europe/

Transportes podem ser financiados pela valorização dos terrenos por onde passam

Especialista português em auditoria do Metro de Lisboa apresentou em congresso internacional soluções para o financiamento dos transportes públicos
in Jornal Público, 12.06.2009, Carlos Cipriano, em Viena

"O investimento em transportes públicos aumenta quase sempre o valor dos terrenos por onde passa. Um prolongamento da rede de metro, ou a construção de uma nova estação entre duas já existentes, espalham à sua volta um acréscimo de valor dos terrenos e dos imóveis localizados. O tema é complexo, mas foi este desafio que José Carballo Sequeira, director do gabinete de auditoria do Metro de Lisboa, propôs a algumas centenas de especialistas numa apresentação ao Congresso da União Internacional dos Transportes Públicos (UITP), que ontem encerrou em Viena, Áustria.
É justo, pois, que se criem mecanismos para ir buscar esse valor a quem dele beneficia sem que para tal tenha contribuído, e o ponha ao serviço da comunidade financiando o próprio investimento. Uma taxa sobre os benefícios gerados pela nova rede de transportes é um dos três mecanismos possíveis, que visa introduzir alguma justiça quando um investimento público destinado à população acaba por gerar enormes valorizações às propriedades de uma minoria.
José Sequeira diz que é isto que está a ser feito na expansão do metro de Londres e que a mesma experiência foi pacífica também em Washington, quando se construiu uma nova estação em terrenos desqualificados que passaram a valer uma fortuna.
Mas em vez de se fazer primeiro o investimento e depois se aplicarem as taxas, é possível uma solução mais elaborada que consiste em antecipar os benefícios esperados utilizando-os para financiar a infra-estrutura. "Neste caso, pede-se ao banco para financiar o investimento e dá-se como garantia os futuros ganhos sobre os valores dos terrenos", explica este investigador, que estudou o caso australiano, onde este mecanismo é aplicado, e o de Chicago, onde a forma de financiamento é utilizada em grande escala. Por fim, uma terceira possibilidade consiste em juntar a construção de uma infra-estrutura de transportes com o desenvolvimento urbano, em que o próprio operador e entidades privadas se envolvem na requalificação dos locais por onde passa a nova rede.
As pessoas têm a percepção de que uma estação de metro implantada num bairro muda completamente o tipo de serviços e de actividades que ali passam a funcionar. A ideia, diz José Sequeira, "é aproveitar o valor das vendas e das rendas desses espaços para financiar o investimento, mas, em vez de taxas, o próprio Estado [ou o seu operador] contratualiza com os privados a venda e arrendamento das propriedades, partilhando os benefícios. E, mais uma vez, há exemplos de sucesso: em Hong Kong o operador de transportes trabalha em conjunto com os promotores imobiliários privados e o mesmo tem acontecido em Madrid, na área metropolitana de Copenhaga, na Índia e no Brasil.
Em Portugal, porém, há uma quase ausência de reflexão em torno destas questões, continuando as empresas responsáveis pelas infra-estruturas de transportes - sobretudo a Refer e os Metros de Lisboa e do Porto - a endividar-se para prosseguir com os investimentos.
A estação do metro do Colégio Militar é um caso-tipo de como um investimento público gerou valor para os privados, bem aproveitado pela Sonae, no Colombo, e pelo grupo BES, no Hospital da Luz.
José Sequeira, que faz parte da Comissão de Economia de Transportes da UITP, diz que estas inovadoras fontes de financiamento são, ainda por cima, amigas das finanças públicas. Estudadas, sobretudo, na perspectiva das redes de metro, estes mecanismos podem também ser extrapolados para investimentos de maior dimensão, como é o caso do novo aeroporto e das estações da rede de alta velocidade.
O congresso da UIPT juntou em Viena 2200 delegados oriundos de 80 países e 350 empresas que ocuparam uma área de exposição de 26 mil metros quadrados. O tema deste ano foi a Mobilidade e Transporte nas Cidades."
O PÚBLICO viajou a convite da Bombardier

Fonte:
http://jornal.publico.clix.pt/