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II ENCONTRO NACIONAL BROMPTON


Inédito passeio-convívio por Lisboa, em bicicleta dobrável
2º ENCONTRO BROMPTON REALIZA-SE
JÁ AMANHÃ, EM ENTRECAMPOS

Os amigos e entusiastas da bicicleta Brompton celebram no próximo dia 12 de Novembro, em Lisboa, a liberdade que esta dobrável proporciona ao seu utilizador, com um passeio-convívio pelas ruas da capital.
Num percurso acessível que inclui atividades culturais e paragem para "pic-nic", os participantes terão oportunidade de conhecer melhor zonas centrais da cidade, explorando as potencialidades de uma bicicleta dobrável nas deslocações diárias, em ambiente descontraído e amigável.
A participação é gratuita, e são bem-vindos acompanhantes, mesmo que não possuam uma Brompton!

II ENCONTRO NACIONAL BROMPTON
12 de Novembro de 2011 - Lisboa

Ponto de Encontro: Estação de Entrecampos (10:00)
Descrição: Percurso fácil, incluindo paragens para repouso e convívio, e participação em atividades culturais ao longo do dia
Organização: Corrente Paralela
Participação gratuita. Recomenda-se aos participantes que tragam farnel para o almoço "pic-nic"!

Bicicletas: Grandes ideias em ponto pequeno no Cais do Sodré e em Santa Apolónia

Fotografia: João Gaspar

in Jornal Público, 1 de Abril, 2010
por Vanessa Jorge
"Até as grandes caminhadas começam com um pequeno passo. Mas há pequenos e pequenos. Aquele que a Rede Ferroviária Nacional (Refer) anunciou ontem até parecia grande, com a criação de parques de estacionamento para bicicletas nas estações de Cais do Sodré e de Santa Apolónia. Só que o que se vê no local são quatro ferros, o que dará para umas oito bicicletas. A sugestão dos parques foi dos utilizadores dos comboios, tendo em conta que a Fertagus e a CP permitem o transporte de bicicletas dentro dos comboios. Talvez os ciclistas sejam poucos. Mas já lá diz o ditado: grão a grão enche a galinha o papo, e Entrecampos, Rossio, Roma-Areeiro, Sete Rios e Campolide serão as próximas a ter destes parques."

Fonte e imagem:
http://jornal.publico.pt/noticia/01-04-2010/grandes-ideias-em-ponto-pequeno-no-cais-do-sodre-e-em-santa-apolonia-19110162.htm

Qualidade do ar no Porto melhorou mas em Lisboa mantêm-se os problemas

in Jornal Público, 19.09.2009

"A qualidade do ar melhorou no Porto nos últimos dois anos, face a 2006 e 2007, mas em Lisboa manteve-se com elevadas concentrações de poluentes, revela uma análise dos ambientalistas da Quercus, ontem divulgada.
Os níveis do poluente "partículas inaláveis", registados nas estações que medem a qualidade do ar, levam a associação ambientalista a concluir que "o panorama dramático que se viveu em 2006 e 2007 no Norte do país melhorou substancialmente em 2008 e 2009". Mas na região de Lisboa e Vale do Tejo, realça a Quercus, "mantiveram-se" os problemas de qualidade do ar registados naqueles anos, apenas com algumas melhorias nas estações de Entrecampos, em Lisboa, de Cascais e nas estações de Setúbal.
"A nova estação de monitorização da qualidade do ar que este ano entrou em funcionamento em Santa Cruz de Benfica está a registar níveis de poluição semelhantes aos da Avenida da Liberdade, em Lisboa, de Espinho e de Vila do Conde, as três piores do país em termos de registos do poluente 'partículas inaláveis'", dizem os ambientalistas.
A Quercus lembra que as partículas inaláveis (PM10) são consideradas um dos poluentes que actualmente têm efeitos mais graves na saúde pública pelas concentrações registadas, dado que causam ou agravam problemas respiratórios agudos e crónicos, transportando outros poluentes, alguns deles carcinogénicos, diminuindo a esperança de vida das populações.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo, os dados revelam que no ano passado as quatro estações que medem a qualidade do ar ultrapassaram o limite máximo de excedências diárias de partículas inaláveis: Avenida da Liberdade, Lisboa, com 80 dias em excesso; Seixal, Paio Pires, com 63 dias em excesso; Barreiro, Escavadeira, com 46 dias em excesso; e Barreiro, Alto Seixalinho, com 42 dias em excesso.
Embora ainda a mais de três meses do fim do ano, estes mesmos locais voltaram a ultrapassar, em 2009, o número máximo de dias com ultrapassagem (limite de 35 dias por ano), com a nova estação de monitorização de Santa Cruz de Benfica a registar, até à data, 56 dias em excesso. "As causas são, em todos os casos, o tráfego rodoviário, sendo que a indústria também deverá ser responsável por um contributo para estas excedências nos casos do Seixal e Barreiro", refere a Quercus. Lusa"

Fonte:
http://jornal.publico.clix.pt/noticia/19-09-2009/qualidade-do-ar-no-porto-melhorou--mas-em-lisboa-mantemse-os-problemas-17845250.htm

E se o aqueduto fosse usado como pista para bicicletas?

in Jornal Público,
07.08.2009, Inês Boaventura

"A fragmentação da intervenção, entre Sete Rios, Praça de Espanha e Entrecampos, foi desafio a vencer, tal como os domínios do automóvel

A utilização do Aqueduto das Águas Livres como pista ciclável, a criação de acessos mecânicos à zona de Campolide, o surgimento de hortas urbanas em socalcos entre o Parque Eduardo VII e Monsanto e o estabelecimento de uma ligação entre o parque florestal e a área do aeroporto através de um conjunto de pontos verdes foram algumas das propostas ontem apresentadas, em Lisboa, por um conjunto de estudantes italianos e espanhóis, no âmbito do Master em Arquitectura Paisagista.
No seminário Refazer Paisagens. O Vale Central de Lisboa, cerca de 30 jovens diplomados em Arquitectura e Arquitectura Paisagista estudaram e apresentaram soluções urbanísticas para a área de Sete Rios, Praça de Espanha, Bairro Azul e Entrecampos. O Plano Director Municipal e outros planos urbanísticos em preparação para aquela zona de Lisboa foram a principal matéria-prima para um projecto que se prolongou durante 11 dias.
Divididos em seis grupos de trabalho, e orientados por professores de várias nacionalidades e de áreas diversas como o Urbanismo, Paisagismo, Ecologia, Engenharia e Botânica, os estudantes estrangeiros deram ontem a conhecer as suas propostas. Antonio Angelillo, do Centro Italiano de Arquitectura e responsável pelo seminário, frisou que "o objectivo não era apresentar um elenco de projectos de arquitectura", mas sim "sugestões" sobre as quais a Câmara de Lisboa possa reflectir.
No capítulo da mobilidade, defendeu-se a aposta na criação de um conjunto de vias dedicadas e equipamentos que ofereçam aos lisboetas a possibilidade de recorrer à bicicleta como meio de transporte quotidiano. Nesse sentido, o Aqueduto das Águas Livres poderia ser usado como pista ciclável e em Sete Rios, em frente ao Jardim Zoológico, poderia nascer um parque consagrado ao aluguer e estacionamento de bicicletas.
Para vencer o problema de diferença de cotas ao longo da zona de intervenção, propôs-se a instalação de acessos mecânicos, como elevadores ou ascensores, na zona de Campolide. Um outro grupo de trabalho sugeriu a renaturalização de linhas de água e a recriação de antigos caminhos históricos como forma de unir um território fragmentado, que os estudantes definiram como um puzzle cujas peças não encaixam.
A intenção do arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles de unir o Parque Eduardo VII a Monsanto foi ontem repescada, tendo um grupo de alunos lançado a ideia de ao longo do percurso haver socalcos, nos quais nascessem pequenas hortas resguardadas por espaços verdes mais comuns em meio urbano. A entrada no parque florestal seria assinalada com um objecto que simbolizaria uma porta, junto ao qual haveria estacionamento para carros, autocarros e bicicletas.
Partindo do facto inegável de que Lisboa vem assistindo a um desenvolvimento das infra-estruturas viárias e de transporte público que não tem sido acompanhado pelo das "infra-estruturas ecológicas", um dos grupos de trabalho tentou arranjar uma forma de estabelecer uma relação "porosa" entre esses elementos. Para tal, tipificou um conjunto de pontos verdes, como bacias de retenção da água e zonas relvadas ou arborizadas, com os quais propôs que se pontuasse a faixa entre Monsanto e a área do aeroporto, criando entre elas uma união, embora não um contínuo.
A possibilidade de Sete Rios se afirmar como um bairro com identidade própria foi abordada pelo último dos seis grupos de trabalho, que mencionou a hipótese de o centro de congressos projectado para a Praça de Espanha se deslocar para junto da linha de caminho-de-ferro."

Fonte:
http://jornal.publico.clix.pt/