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Plano de Pormenor do Parque Mayer - Sessão de esclarecimento

"Realiza-se no próximo dia 16 de Novembro, às 18h30, no Teatro Maria Vitória, a Sessão de Esclarecimento sobre o Plano de Pormenor (PP) do Parque Mayer, na âmbito do período de participação pública que decorre até 23 de Novembro de 2010.
Na sessão estarão presentes, o Arqto Manuel Aires Mateus, responsável pela elaboração do Plano, e o Arqto Manuel Salgado, vereador do Pelouro do Urbanismo, Planeamento e Reabilitação Urbana da CML.
No âmbito das expectativas e objectivos da Câmara Municipal de Lisboa para esta zona central da Cidade, as propostas urbanísticas para o PP do Parque Mayer têm sido objecto de debate alargado, através da organização de vários actos públicos promovidos pelo Município.
Ao Concurso Público de Concepção de Ideias para o Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Área Envolvente, amplamente participado, seguiu-se a mostra com os trabalhos expostos a concurso, bem como vários momentos de discussão acerca das soluções e dos objectivos apresentados (2008).
Em Março de 2009 realizou-se a Sessão de Apresentação dos termos de referência do Plano. Seguiu-se a aprovação do envio da Proposta de Plano, para realização de Conferência de Serviços na CCDR-LVT, deliberada pela Câmara Municipal no passado dia 30 de Junho de 2010, e por último, a deliberação de inicio de Discussão Pública, a 8 de Setembro passado (proposta 449/10).
De forma genérica, o PP do Parque Mayer visa organizar, caracterizar e articular com a Cidade, três grandes zonas de uso público e relacioná-las com as áreas envolventes: área do Museu da Politécnica, área do Jardim Botânico e área do Parque Mayer, e tem como principais objectivos:
• Devolver ao usufruto dos lisboetas o local mítico lúdico e de cultura que este espaço representa;
• Criar novos espaços culturais;
• Reabilitar o Capitólio;
• Reconverter o Variedades;
• Construir um novo Auditório Multiusos com 600 lugares;
• Revitalizar/Valorizar o vasto conjunto patrimonial constituído pelo Jardim Botânico e os Museus da Escola Politécnica, potenciando ainda a regeneração urbana de toda a envolvente.
Considerando a importância do Parque Mayer para a revitalização do centro histórico, apela-se à participação de todos os interessados, em especialmente à participação da população das Freguesias de S. José e S. Mamede.
Mais informações em www.cm-lisboa.pt / http://ulisses.cm-lisboa.pt/ (Planeamento Urbano)."

Fonte e imagem:

De mal-entendido a negociável: Salgado negoceia PDM com Ribeiro Telles

"Depois de ter afirmado que a polémica sobre a impermeabilização dos logradouros prevista no futuro Plano Director Municipal (PDM) radicava num mal-entendido, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, anunciou ontem que está a negociar a questão com a associação cívica de apoiantes do vereador Sá Fernandes, a Lisboa É Muita Gente, "nomeadamente com Ribeiro Telles".

Este último, arquitecto paisagista, insurgiu-se recentemente contra a possibilidade aberta pelo novo PDM de se poder construir mais facilmente nos logradouros das zonas históricas. "Iremos chegar certamente a um acordo com a associação Lisboa É Muita Gente sobre a percentagem de área permeável dos logradouros a fixar no novo Plano Director Municipal", referiu Manuel Salgado, acrescentando que o PDM em vigor "apenas estabelece condicionantes à impermeabilização dos logradouros em um terço da cidade".

Os logradouros são terrenos que existem habitualmente nas traseiras dos prédios, como os quintais, e Ribeiro Telles tem vindo a chamar a atenção para os efeitos perversos da sua impermeabilização. As inundações de sexta-feira e sábado em Lisboa, por exemplo, podiam ter sido evitadas, se a chuva se pudesse infiltrar na terra mais facilmente.

A necessidade de legalização de ocupações clandestinas de logradouros em bairros como o de Campo de Ourique tem sido outro argumento invocado pelo vereador do Urbanismo. Lançar uma campanha de recuperação dos logradouros foi uma das condições do acordo pré-eleitoral de Sá Fernandes com os socialistas que governam Lisboa. O acordo foi feito através da associação Lisboa É Muita Gente, de que Ribeiro Telles é a principal figura. A.H."



Fonte:
http://jornal.publico.pt/noticia/03-11-2010/salgado-negoceia-pdm-com-ribeiro-telles-20537489.htm

Arranjo do espaço público do Terreiro do Paço começa no final de Agosto

in Jornal Público, 17.06.2009, por Inês Boaventura

"O presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou ontem, à margem da sessão da assembleia municipal, que "o arranjo do espaço público" do Terreiro do Paço deverá arrancar "no final de Agosto". António Costa garantiu que tal só acontecerá depois de a autarquia aprovar o projecto do arquitecto Bruno Soares, que será apresentado no dia 26, no Fórum Lisboa, numa sessão com lugar a "debate público".
Já o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, afirmou que, ao contrário do que já foi defendido pela presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, a remodelação da praça "não obriga a um plano de pormenor", por se tratar de uma intervenção num espaço público de uma zona histórica. Também para a "pedonalização da Rua Augusta", lembra Manuel Salgado, não foi necessário tal procedimento."

Fonte:
http://jornal.publico.clix.pt/

Porquê escolher o arquitecto Bruno Soares?

in Jornal Público, por Ana Henriques
14.06.2009

"Ter o Terreiro do Paço remodelado a tempo das comemorações do centenário da implantação da República, em Outubro de 2010, tem sido o principal argumento usado para a dispensa do concurso público para a escolha do arquitecto responsável pelo projecto. Mas porquê Bruno Soares, que é acima de tudo um especialista em planeamento urbanístico?
Foi o advogado José Miguel Júdice quem, quando dirigia a Sociedade Frente Tejo - entidade de capitais públicos encarregue da reabilitação de alguns troços da zona ribeirinha de Lisboa -, o convidou. Evitou assim as delongas que um concurso público internacional implicaria e/ou os custos acrescidos motivados por obras que, arrancando mais tarde, teriam de ser concluídas em prazos--recorde. "O facto de a criatividade contemporânea não ser manifestamente essencial" foi outro argumento que invocou para a dispensa do concurso. E depois Bruno Soares já trabalhava desde 2006 para a Parque Expo, na realização de estudos urbanísticos para a zona entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, prossegue o advogado. A Parque Expo confirma que os seus técnicos se socorreram de Bruno Soares, até porque o primeiro já havia assessorado a administração portuária na zona ribeirinha da Baixa.
Amigo do vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, o arquitecto Manuel Salgado, Bruno Soares, de 68 anos, foi autor de vários planos directores municipais país fora, incluindo o de Lisboa, em vigor desde 1994. Fundou, em 1984, a revista Sociedade e Território, juntamente com Fonseca Ferreira, que se tornou já depois disso presidente da Comissão de Coordenação Regional (actual CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo.
Mas se nada neste currículo o tornaria uma escolha assim tão óbvia para a Praça do Comércio, o facto de Bruno Soares não ter, enquanto arquitecto, uma marca de autor demasiado vincada, foi para Júdice - que defendia para o local uma obra o mais possível de restauro - um factor de confiança acrescido. "Se fosse um arquitecto com o ego do tamanho de uma casa, nunca o teria escolhido", sublinha. Só que, numa das poucas entrevistas que deu até hoje sobre o assunto, Bruno Soares assume uma posição diametralmente oposta. "Não há nada para restaurar. Na época pombalina não havia desenho algum, era um terreiro, ponto final. A não ser que queiram restaurar o desenho do Estado Novo", disse ao jornal i. Não foram tornados públicos os honorários de Bruno Soares. O PÚBLICO tentou obter esses dados junto da Sociedade Frente Tejo, mas não foi possível."

Fonte:
http://jornal.publico.clix.pt/