FELIZ ANO NOVO!

O Direito de Sonhar - Eduardo Galeano



"Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."

António Gedeão,
in Movimento Perpétuo, 1956

The Holstee Manifesto: Lifecycle Video

Bicicletas como presentes de Natal

in Semanário Sol, 24.12.2011
por Filipa Moroso

"Qual foi o melhor presente de Natal que recebeu na sua vida?

Bárbara Guimarães, Apresentadora de televisão
«O presente que mais recordo foi a bicicleta vermelha que recebi aos cinco anos. Lembro-me perfeitamente de a receber e pensar que era tão grande e que, com ela, ia poder andar depressa e ter muita liberdade. Aprendi a andar logo no dia a seguir a recebê-la. O meu pai foi comigo para o jardim, mas pôs-se a ler o jornal e eu aprendi a andar sozinha. Mas claro que esfolei os joelhos todos! Foi um presente muito desejado, era um sonho muito grande que tinha. Para uma criança não há nada maior do que uma bicicleta!»

Rui Sinel de Cordes, Humorista
«Devo dizer que tive uma infância feliz no que toca a presentes, dado que fui a primeira criança da família. Fui o primeiro filho, sobrinho ou neto de muita gente, o que fez com que recebesse muitos presentes. Depois apareceram os palhaços dos meus primos e começaram a dar-me cabo do Natal. No entanto, o presente que mais me marcou foi uma bicicleta oferecida pelos meus avós, teria eu cinco ou seis anos. E marcou-me porque foi com ela que aprendi a andar, tendo eu conhecido duas fases distintas da minha vida logo de seguida: uma primeira em que caía de três em três metros, o que levou os meus joelhos a terem mais buracos que a estória que Duarte Lima contou à Polícia brasileira; e uma segunda, em que passei a andar com aquelas rodinhas de apoio, que fez com que todo o bairro pensasse que era autista.»

Victor Gama, Músico
«O melhor presente de Natal que recebi até hoje foi uma bicicleta oferecida pelo Pai Natal. Foi mais o fascínio provocado pela certificação da Sua existência que me comoveu, e de sentir que Ele, tão grande e distante, se pudesse lembrar de mim, tão minúsculo. Ainda hoje acredito Nele.»"

Fonte:
Imagem:

Gonçalo Ribeiro Telles: “Talvez os governantes queiram destruir o país”

Por Luís Claro, publicado em 17 Dez 2011
in Jornal i online
"Ribeiro Telles diz que não percebe a estratégia do governo. “Dá a sensação que não conhecem o país”, afirma.

Gonçalo Ribeiro Telles foi recentemente homenageado pela Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com o Centro Nacional de Cultura. O i conversou com ele durante mais de uma hora sobre a vida e as causas que sempre defendeu.
O António Barreto disse, na homenagem que lhe fizeram, que o Gonçalo Ribeiro Telles tanto se passeia pelos salões dos poderosos como come pastéis na pastelaria da esquina. É uma boa descrição?
É. Talvez marque uma certa ideia que eu tenho sobre a vida e a circunstância da vida.
Tem a ver com as suas raízes, entre o litoral e o campo?
Absolutamente. E até actividades. Fui muito influenciado pela terra, mas também pelo mar.
O seu pai tinha raízes no campo e a sua mãe era ligada ao mar…
Exactamente.
Sentiu, a partir de determinada altura, que os poderosos deixaram de ouvir as suas sugestões com a mesma atenção, perante alguns interesses económicos que começaram a ganhar mais peso?
Julgo que não tinham em mira quaisquer interesses, tinham em mira a circunstância que os envolvia, que era diferente da minha circunstância. Fundamentalmente, tive a felicidade de ter uma visão um pouco mais global das pessoas, do tempo das pessoas, dos espaços que as pessoas ocupam e onde trabalham. E essa visão global permitiu-me entrar numa série de controvérsias com os diferentes sectores das actividades económicas que tinham uma perspectiva completamente virada para o único objectivo de fazer dinheiro.
Deixou de pertencer aos governos a partir de uma certa altura. Deixou de ser convidado ou fartou-se?
Não me fartei. O que pode acontecer é começar a estar maldisposto, mas não me farto. Mas não foi isso. Havia possivelmente outras intenções mais directas num determinado sentido a que eu não podia corresponder.
Não o convidaram porque sabiam que não estava disposto a fazer cedências?
É evidente, por exemplo, sobre o problema do campo e da agricultura não comungava de maneira nenhuma com a generalidade dos técnicos, apesar de ter andado com eles na escola.
A partir de que altura sentiu essa diferença de opiniões em relação ao poder político?
Foi crescendo, porque a partir de determinada altura foi-se desenvolvendo a ideia de que a agricultura não era uma cultura, mas era uma economia feita exclusivamente para criar uma riqueza material, de financiamento fosse do que fosse. Houve muitos políticos – não se pode dizer todos – que se começaram a convencer-se de que a agricultura era qualquer coisa que não tinha lugar no mundo moderno.
Mas pelo menos tinham o interesse de o ouvir?
Nunca fui uma pessoa fechada, mas nunca procurei bater a portas que não se abriam.
Foi subsecretário de Estado do Ambiente em três governos a seguir ao 25 de Abril. Viveu por dentro a revolução...
Sim, e foi aí que se começaram a desenvolver determinadas ideias, determinadas posições – para as quais o país não estava complemente preparado, nem era necessário virem de chofre –, que iam transformando a intervenção no território, nas potencialidades do território e do mar. Era uma forma de ir conquistando um futuro de forma gradual.
Conseguia naqueles tempos tão conturbados incluir na agenda as questões ambientais?
Eram tempos conturbados, mas muito vividos. Vivia-se muito, dialogava-se muito. O pior é quando estamos instaladas. Parecem tempos consistentes, mas não há diálogo, nem há diversificações, nem posições globais sobre os problemas.
É essa a descrição que faz dos tempos que vivemos hoje?
Evidentemente. Por isso temos mais de meio milhão de fogos vazios, que serviram para construir, mas que estão vazios. Temos uma política florestal, que no fundo é a eucaliptação do país com a correspondente morte das aldeias e da agricultura regional.
Sempre houve muita resistência à legislação que aplicou como ministro da Qualidade de Vida no governo de Francisco Pinto Balsemão. Estamos a falar, por exemplo, da Reserva Agrícola e da Reserva Ecológica Nacional. Encontra alguma explicação para essa falta de entusiasmo?
Isso tem de perguntar aos autarcas. Não se procurava o entusiasmo, o que havia era uma resistência. O que pergunto é: qual era o serviço que estavam a fazer?
E qual é a resposta que tem?
A resposta é evidente. A morte das aldeias, a caótica destruição com as urbanizações, o desaparecimento da agricultura. A resposta está nos factos que se vão vendo.
Tentou convencer alguns autarcas do contrário?
Não valia a pena. Eles é que me queriam convencer. A força estava do lado de quem queria impor um determinado modelo e não de quem queria defender uma situação criativa em relação ao território e em relação às gentes. E as pessoas, evidentemente, viam com mais facilidade a primeira solução que a segunda.
Por ser mais compensadora a curto prazo?
Por ser imediata e por ter grande parte da comunicação social a seu favor. Estavam convencidos que o progresso estava na construção, nos grandes edifícios.
Em todo o caso conseguiu, nessa altura, fazer ouvir as suas ideias e aplicar algumas. Como é que o PPM entrou na AD?
Foi um convite do Sá Carneiro. Havia um grande entusiasmo e a noção de que era preciso dar uma volta ao país em relação à política, que resultou numa legislação que ainda hoje existe. Mas a REN (Reserva Ecológica Nacional) e a RAN (Reserva Agrícola Nacional) estão comprometidas, não só na sua estrutura, mas também na sua aplicação. A política de ambiente não tem a força que tinha nessa altura.
Hoje voltou a existir a AD…
Agora há alguma AD? Não conheço.
Uma coligação entre o PSD e o CDS.
Mas não é a AD. Falta-lhe um elemento fundamental. Grande parte da legislação sobre ordenamento do território teve como origem o PPM. Hoje não há uma ideia global por causa dos interesses e por causa de as pessoas estarem à espera de coisas que dêem proveito rapidamente. Por isso é que televisão diz todos os dias que há uma floresta a arder quando é um eucaliptal. Todos os dias se diz que há um desenvolvimento numa determinada região, porque os prédios atingiram determinada altura...
Essa ideia – que passou também pela construção de muitas auto-estradas ou dos estádios de futebol – é uma ideia nossa ou um problema europeu?
É um problema muito nosso, de não fazer um planeamento coordenado. Temos auto-estradas, mas não temos caminhos locais de relação com a vida local. Vê-se a vida passar na auto-estrada, mas não se sente. Desprezamos as aldeias porque não fazem parte desse modelo. O próprio povoamento do país não faz parte desse modelo e portanto não há que tratar sequer da sua dignidade como pessoas. É preciso que acabem.
Já passou essa euforia, principalmente porque acabou o dinheiro para construir.
Hão-de vir mais euforias. Já viu alguma política económica e social que vá ao encontro da recuperação económica e social do mundo rural? O que me aflige é termos um país de alto a baixo, principalmente no Interior, despovoado e apodrecido.
O Presidente da República disse que era preciso voltar à agricultura. Não foi durante os dez anos do cavaquismo que se deu uma machadada no mundo rural, na agricultura, nas pescas…
Não quer que eu diga que é um rebate de consciência, mas todos os responsáveis têm obrigação de rever as suas posições.
É fazer o caminho ao contrário?
Não, é fazer um caminho novo.
Como vamos voltar à agricultura se o mundo rural está desertificado?
Pois é. Essa é agora a dúvida de quem fez isso. Temos de procurar criar uma agricultura de base sustentável com o objectivo de evitar as importações escusadas. Tudo isso é possível, mas não pode ser um trabalho isolado. Tem de ser uma política global. Talvez o senhor Presidente tenha já essa visão de que tem de se começar a construir aquilo a cuja destruição ele assistiu.
Por onde começava?
Pela defesa das potencialidades do espaço rural, do espaço natural do país. Acabava com o pandemónio de construir nas melhores terras de cultura, de não promover uma boa circulação da água através das suas linhas naturais e de recuperar os solos através da própria ocupação vegetal. Há uma inércia enorme perante as asneiras cometidas.
Acredita, ao fim de tantos anos, que é desta que os governantes vão ter sensibilidade para esses problemas?
Talvez queiram acabar com o país ou torná-lo completamente dependente e com uma vida irreal.
Já somos muito dependentes.
Pois estamos. Ainda não sabemos é a actividade que vamos desenvolver para estar no mundo depois desta decadência e desta degradação total do território. Não é com certeza o turismo.
Há quem diga que sim.
Não pode ser, porque o turismo tem por base o ordenamento do território e a paisagem.
O actual ministro da Economia defende que podemos ser uma espécie de Califórnia da Europa...
Ele podia ter dado um exemplo mais europeu, como os países nórdicos. Não é preciso ir buscar um exemplo fora da Europa. E é preciso ver que temos potencialidades enormes para isso, mas para termos um turismo a sério é preciso recuperar o bom ordenamento do território. Não pensem que o turismo vem para um país sem agradabilidade, nem sem valor estético naquilo que se vê quando se abre a janela do hotel.
Já disse várias vezes que muitos políticos não conhecem o país. Acha que é por isso que cometem alguns desses erros?
Alguns conhecerão, mas há muitas intervenções de políticos de tal mediocridade que só se podem basear numa total falta de conhecimento do que é o nosso território e do que é a nossa paisagem.
Fica irritado quando ouve essas intervenções?
Não. Se ficasse já me tinha ido embora.
E da actual ministra do Ambiente, Assunção Cristas, tem uma opinião mais positiva?
Ela tem um trabalho enorme às costas, que é juntar o problema do mar com o problema do ordenamento do território, com o problema da agricultura. Não é culpa da ministra, mas aquele ministério necessitava de uma experiência muito específica de intervenção.
Concorda com a concentração de várias áreas num mesmo ministério?
Concordo que tem de haver uma coordenação, mas espero que os sectores com mais poder económico não sirvam para tapar as mazelas dos espaços com menos rentabilidade imediata, mas absolutamente indispensáveis.
Tem receio que as várias áreas se anulem umas às outras?
Já fundou partidos ligados à terra e em defesa da monarquia. Há ligação entre estas duas causas?
Há sempre uma ligação. A nossa história é uma construção através de um regime monárquico e essa ligação à história e à continuidade perdeu-se. E nesse sentido há de facto um recuo enorme, que permitiu depois uma visão diferente do futuro. Quando a monarquia existia havia sempre um futuro na sequência da dinastia.
É essa a vantagem que vê na monarquia?
É essa a grande vantagem. Isso dá um somatório de uma cultura que é muito difícil de arrancar. Só à força é que se arranca. É o que está a suceder. Há a saudade dessa continuidade.
Os portugueses têm saudades da monarquia. Acha isso?
Dessa continuidade com certeza, porque isto é um país inventado e construído. Construído com as condições que tinha de mar, de terra, de solos e inventado pelo género português.
O caminho teria sido outro com uma monarquia?
Tínhamos seguido um caminho mais paralelo dos países escandinavos.
Os reis não são eleitos. Não é um bom argumento a favor da República?
Os reis são eleitos todos os dias.
Uma vez contou que a sua avó estava sempre à espera que viesse o Paiva Couceiro com os militares do Norte para acabar com a República.
Não era só a minha avó, eram muitas avós. Vinha repor a ordem. No fundo vinha repor a liberdade. As pessoas, sem o sentir, tinham a noção de liberdade.
O país está a viver uma crise muito complexa com o aumento do desemprego, a aplicação de muitas medidas de austeridade. Compreende estes sacrifícios todos que estão a ser pedidos ou impostos aos portugueses?
Não compreendo, porque o próprio sistema não tem nada a ver com essa maior humildade que seria necessária para exigir essa austeridade. Faz uma exigência que as pessoas não compreendem por todo o modelo de sociedade e de instituições que têm. Basta ver os jornais. Hoje é o Museu dos Coches (o governo anterior gastou cerca de 75 mil euros só em duas sessões de apresentação do novo Museu dos Coches).
Os políticos pedem uma austeridade para a qual não dão o exemplo?
Não quero apontar pessoas, mas o meio não reconhece a austeridade sem haver uma presença da humildade, e não há. Não temos essa compreensão das elites políticas, sociais e económicas para aceitarem a austeridade. Eles não percebem que é também com eles e que fazem parte dessa máquina.
Qual é a opinião que tem do actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho?
Não tenho opinião, porque não conheço o que eles querem fazer. Dá a sensação que as pessoas não conhecem o país, nem as potencialidades do país.
Vai festejar 90 anos em Maio. Já pensou o que vai fazer nesse dia?
Fazer 90 anos é uma chatice. Vou procurar olhar para os 90 anos e rir-me.
Nunca pensou em escrever as suas memórias?
Não, não tenho paciência para escrever mais. Vou procurar organizar o que já escrevi. Tenho pouco mais para dizer.
Gostava de viver muitos anos ainda?
Isto toda a gente gostava. Vou ter muitas saudades quando me for embora.
Acredita que há outra vida?
Tenho grande esperança que exista qualquer coisa. Quem não tem essa esperança deve ter um dilema terrível e sentir- -se obrigado a deixar coisas.
Não sentiu, ao longo da vida, essa necessidade de deixar uma marca?
Um indivíduo que não acredita que há outra vida é que tem a fuçanguice de deixar uma marca. Eu gostei de servir e levo aspectos da vida muito bons, que talvez sirvam como referência, mas também cometi erros e talvez vá pagar por eles. Pelo menos era justo que assim fosse. Se não há esse sistema de justiça, é uma pena, mas andamos aqui a fazer de parvos [risos]."

Fonte e imagem:
http://www.ionline.pt/portugal/goncalo-ribeiro-telles-talvez-os-governantes-queiram-destruir-pais

Colóquio Ruas Seguras

Ponte de Lima aumenta para 81 o número de lotes para hortas urbanas

Foto: DR
Cada lote tem 40 metros quadrados de área de cultivo
in Jornal Público, 12.12.2011
Helena Geraldes


"O número de agricultores urbanos a plantar couves, cebolas, tomate, pepinos e outras variedades está a aumentar em Ponte de Lima, autarquia do distruto de Viana do Castelo que decidiu aumentar para 81 o número de lotes.
A partir deste mês, a câmara disponibiliza 27 novos lotes, cada um com 40 metros quadrados. Doze já estão ocupados, disse ao PÚBLICO a técnica superior de Ambiente da autarquia, Sandra Pereira. “A procura por estes espaços tem sido grande. Por isso decidimos passar dos 54 para os 81 lotes”, acrescentou.

Com base nas visitas às hortas urbanas, na Veiga de Crasto, às portas de Ponte de Lima, Sandra Pereira diz que aquilo que mais se cultiva é “o que as pessoas mais utilizam no dia-a-dia, como couves, cebolas, tomates, pepinos. Quem tem estes lotes tenta ter vários canteiros pequenos com uma grande variedade de hortícolas”. De acordo com a mesma responsável, até há quem se candidate a dois lotes, para ter uma área de cultivo de 80 metros quadrados.

O projecto das Hortas Urbanas em Ponte de Lima começou no final de 2009, com o objectivo de “melhorar a qualidade de vida, através da formação de espaços verdes dinâmicos e que promovam o contacto da população com a natureza”. Inicialmente havia 36 lotes, depois houve uma expansão para os 54 e agora passaram para 81.

Os únicos requisitos para estes agricultores urbanos, maioritariamente reformados e jovens casais, é que pertençam ao concelho de Ponte de Lima e que mantenham os terrenos cultivados.

Segundo Sandra Pereira, o município ainda tem mais espaços para fazer o projecto crescer. “Mas por enquanto vamos ver como corre com 81 lotes.”"

Fonte e imagem:

Hortelões notificados para abandonar terrenos em Sintra

in Jornal Público, 12.12.2011
Inês Boaventura

"Os hortelões que há vários anos cultivam as hortas junto ao Bairro 1º de Maio, no Monte Abraão, foram notificados pela Polícia Municipal de Sintra para abandonar aqueles terrenos camarários até ao fim do mês. A presidente da junta de freguesia diz que não compreende ou aceita esta decisão, à qual promete "bater o pé".
Uma das hortas é mantida por habitantes do bairro "há quase 30 anos" e a outra, segundo explica Ricardo Canelas, um dos mentores do projecto, por um grupo de jovens que ali se instalou em 2008. Numa carta aberta dirigida ao presidente da Câmara de Sintra, os hortelões lembram que "já por várias ocasiões as autoridades vieram destruir as hortas, em todas elas para deixar o terreno num estado abandonado e lamentável".

Desta vez a autarquia justificou o despejo com a informação que fez chegar aos hortelões, dizendo que aqueles terrenos se destinam à "construção de equipamentos sociais, culturais, desportivos, educativos ou de serviços públicos". A presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, Fátima Campos, explica que os terrenos se destinam à nova sede da junta, a um centro comunitário e a um campo de desportos radicais, mas garante que "infelizmente não vai começar nada" num futuro próximo. Assim sendo a autarca não vê qualquer razão para se acabar com as hortas. "É preferível ter ali um terreno baldio com lixo e entulho de obras?", pergunta a eleita do PS.

Fátima Campos não percebe por que motivo a câmara não deixa as pessoas sossegadas, sublinhando que os espaços de cultivo são importantes para a subsistência de alguns dos habitantes do Bairro 1º de Maio. "Vou bater o pé e opor-me a isto. Já escrevi ao presidente e aos vereadores a apelar ao bom senso do executivo", acrescenta.

Na carta aberta dirigida ao presidente do município, Fernando Seara (PSD), os hortelões lamentam "a incoerência da câmara municipal", que "alega interessar-se pelas hortas urbanas e anuncia até estar a desenvolver um projecto de hortas comunitárias em zonas urbanas do concelho, e depois mostra desprezo total por um projecto já em curso".

Nessa missiva é também feito o pedido à autarquia para que no dia em que começarem as obras nos terrenos junto ao Bairro 1º de Maio seja disponibilizado a quem hoje cultiva a terra "um outro terreno devoluto, dos vários existentes nas imediações". Apesar do contacto, não foi possível obter esclarecimentos do gabinete de imprensa da câmara."

Fonte e imagem:

Homenagem a Gonçalo Ribeiro Telles na Gulbenkian


in Jornal Público
07.12.2011 - 11:12 Por Lucinda Canelas

"Gulbenkian e Centro Nacional de Cultura celebraram ontem o paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. Colegas do ensino e da política, alunos e amigos quiseram honrar o mestre e, sobretudo, o homem.

Gonçalo Ribeiro Telles falou no fim, como compete ao homenageado. Com o auditório 2 da Gulbenkian cheio, com muitas pessoas de pé, o arquitecto paisagista a quem muitos chamam "mestre" admitiu o desconforto: "Nunca estive tão envergonhado para falar." Deram-lhe a palavra depois de um dia de testemunhos de alunos, discípulos, amigos e companheiros de vida política, uns monárquicos, como ele, outros não.

"Conhecemo-nos no combate à ditadura e é curioso que, sendo ele um monárquico e eu um republicano dos sete costados, a nossa empatia tenha sido imediata", lembrou Mário Soares já na recta final do encontro Gonçalo Ribeiro Telles - Um Homem de Serviço, que a Gulbenkian e o Centro Nacional de Cultura (CNC) organizaram ontem em Lisboa.

Pensador e político com um sentido cívico inultrapassável, defensor da liberdade e do direito à originalidade de ideias, disseram muitos dos oradores, Ribeiro Telles é, sobretudo, "uma pessoa extraordinária", sublinhou Soares: "Quando se fala do Gonçalo, há o problema dos afectos. Admiramo-lo pela sua verticalidade, pela sua obra, pela sua coragem, mas, mais do que isso, temos-lhe um afecto enorme pela pessoa que ele é."

Aos 89 anos, o político que foi membro da Aliança Democrática (AD), governante e deputado, fundador do Partido Popular Monárquico (PPM) e do Movimento Partido da Terra, ou o arquitecto paisagista a quem devemos as reservas agrícola e ecológica nacionais, os jardins da Gulbenkian (com António Viana Barreto) e o Amália Rodrigues, sente que tem ainda uma palavra a dizer. "Quero ser útil ao momento presente", dissera ao PÚBLICO antes da intervenção final.

E ser útil hoje é falar do despovoamento do mundo rural, da morte lenta das cidades, da "paisagem que é ainda um problema", porque os políticos, desinformados, continuam a dizer que querem defender os ecossistemas e a achar, ao mesmo tempo, que um eucaliptal é uma floresta: "Eles não sabem que nos eucaliptais não cantam os passarinhos e na floresta sim." O que é que lhes falta para saber olhar para o território? "Andar a pé, conhecer o país inteiro, as pessoas", responde este homem para quem "é mais fácil deixar marcas na paisagem do que nas pessoas".

Saber falar com as pessoas é uma das qualidades deste paisagista afável e atento, garantiu o comentador político Luís Coimbra. E, para o provar, contou uma história dos tempos da AD. Andavam na estrada em campanha eleitoral quando Ribeiro Telles desapareceu. Como todos estavam já à espera para entrar nos carros, Coimbra decidiu ir procurá-lo.

Mais bosques e mais hortas
"Chovia muito e eu fui dar com ele à porta de uma vacaria, a explicar aos agricultores que era melhor deixar os animais à solta no pasto do que alimentá-los com rações", lembrou Coimbra, com quem o arquitecto paisagista se cruzou pela primeira vez em meados dos anos 60. Para ele, Ribeiro Telles é um "político falhado" a quem reconhece "convicções firmes" e uma liberdade de pensamento inegociável. Porquê um político falhado? Coimbra esclarece: porque, apesar de ter razão, "as suas ideias para um desenvolvimento sustentado de Portugal ficaram para trás", por falta de inteligência de governos e governantes.

É precisamente a inteligência que falta a muitos que António Barreto, Guilherme d"Oliveira Martins e Eduardo Lourenço elogiaram neste homem de família, professor e cidadão que tem formado gerações através do exemplo e defendendo sempre "o ambiente como uma causa total", disse Augusto Ferreira do Amaral, dirigente do PPM.

Avesso aos jogos partidários, o paisagista tem sido essencialmente, segundo Freitas do Amaral, "um homem bom", que encarou a política como acto de cidadania e "a ecologia como a causa de uma democracia reformista". Se Portugal cumprisse a "excelente legislação" que Ribeiro Telles ajudou a fazer, defendeu o professor de Direito, "sem violações e sem excepções superiores à regra, seria incomparavelmente melhor".Teria, certamente, mais "lugares de paz e sossego, mais bosques e hortas", garantiu o sociólogo António Barreto, que foi seu colega de Governo, numa comunicação intensa, em que não se cansou de falar da independência de Ribeiro Telles e da sua paixão pela cidade. "Homem generoso e doce, mas firme", disse-o várias vezes Barreto, vê em cada espaço verde desperdiçado e em cada ribeira destruída uma derrota.

Voz activa na sociedade portuguesa há mais de 50 anos, Ribeiro Telles foi muitas vezes ignorado, acrescentou o sociólogo, mas o tempo deu-lhe razão. E teve um raro privilégio, concluiu Barreto: "Realizou um dos grandes sonhos dos homens cultos - fez jardins."

Jardins que são tentativas de paraíso, lembrou Eduardo Lourenço, defendendo que o paisagista é um "poeta da relação com a Terra", um "utopista novo": "Gonçalo Ribeiro Telles é uma mistura do ecologista-mor que foi Francisco de Assis com o botanista maravilhoso e romancista fantástico que foi Jean-Jacques Rousseau."

Para que não restassem dúvidas, o ensaísta fez questão de explorar este paraíso que o arquitecto foi trabalhando e falou da paisagem como se ela fosse a cara humana que a natureza nos reenvia. "Sempre tentámos criar com as nossas próprias mãos o paraíso", insistiu o ensaísta. Ribeiro Telles tentou tanto e tão bem que merece um título especial - Lourenço chamou-lhe "o jardineiro de Deus"."

Fonte e imagem:
http://www.publico.pt/Cultura/quando-um-homem-cria-paraisos-devemos-chamarlhe-jardineiro-de-deus-1524106

Festival da Bicicleta Solidária

18 Dezembro 2011 - 10h00 Terreiro do Paço / Lisboa

Encontro de Bicicletas Clássicas, Passeio para todas as Bicicletas, Alley Cat Race, Cicloficina e animação de rua.

O objectivo do Festival é a angariação de géneros alimentícios para instituições que se encarregarão de distribuir aos necessitados. Os participantes deverão oferecer alimentos não perecíveis (por exemplo: enlatados, arroz, massa, leite, etc.) entregando-os neste dia à organização.

Homenagem - GONÇALO RIBEIRO TELLES

"A Fundação Calouste Gulbenkian e o Centro Nacional de Cultura vão organizar no próximo dia 6 de Dezembro uma sessão de homenagem e reflexão dedicada ao Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.


ORGANIZAÇÃO
AURORA CARAPINHA

ENTRADA LIVRE

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN • AUDITÓRIO 2

09h30Abertura
Guilherme d’Oliveira Martins
Presidente do Centro Nacional de Cultura
Emílio Rui Vilar
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
10h00
O HOMEMAntónio Barreto • Eduardo Lourenço
Guilherme d’Oliveira Martins
11h15
Pausa café
11h35O POLÍTICO
Augusto Ferreira do Amaral • Luís Coimbra
Diogo Freitas do Amaral
13h00Intervalo para almoço
14h30
O PROFESSOR
Carlos Braumann • Aurora Carapinha
Ário Lobo de Azevedo
15h30
Pausa café
15h50
O VISIONÁRIOManuela Raposo Magalhães
Nuno Portas • Margarida Cancela d’Abreu
Viriato Soromenho Marques
17h10Depoimentos
Dom Duarte de Bragança • Miguel Sousa Tavares*
Pedro Roseta • Maria Calado • Alberto Vaz da Silva
17h45
Apresentação da Fotobiografia
de Gonçalo Ribeiro Telles (Ed. ARGUMENTUM)
Fernando Pessoa • Alexandre Cancela d’Abreu
18h00Encerramento
Mário Soares • Gonçalo Ribeiro Telles
*A CONFIRMAR"
Fundação Calouste Gulbenkian
Avenida de Berna 45 A - 1067-001 Lisboa
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
Rua Dr. Nicolau de Bettencourt

Transportes
Metro: São Sebastião, Praça de Espanha
Autocarros: 16/56/718/726/742/746/718

Fonte e imagem:

Bicicletadas / Massas Críticas -- 25 de Novembro de 2011

  • Almada Concentração na Praça S. João Baptista às 18.30 e partida às 19h;
  • Aveiro Concentração às 18h30 e saída às 19h00, no Forum Aveiro, ao lado da Capitania;
  • Barreiro Encontro na Rotunda Norte\Fórum Barreiro, junto à estátua de Malangatana, às 19h16m (Nota: no Barreiro a MC é na primeira 6ª feira de cada mês)
  • Braga Concentração às 18h00 e saída às 18h20, na fonte junto à Arcada, Avenida Central;
  • Coimbra Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades às 18h15m;
  • Guimarães Encontro pelas 18h30m no Largo da Oliveira;
  • Lisboa Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII;
  • Porto Concentração às 18h30 e saída às 19h00, na Praça dos Leões;
  • Sines Concentração às 18h00 e saída às 18h30 em frente da porta do castelo no Largo do Poeta Bocage;
  • Seixal Concentração às 18h30 e saída às 19h00 da Estação dos Foros de Amora.
Há alguma variedade na hora de início das bicicletadas pois, para além do mais, espera-se cerca de meia hora pela chegada de mais participantes... É melhor trazerem luzes, à frente e atrás, e reflectores nas rodas pois anoitece mais cedo..."

Fonte:
http://massacriticapt.net/?q=node/1553

Cidades para Pessoas


"Puxe o assunto “problemas da nossa cidade” em qualquer mesa de boteco e a abordagem, salvo raríssimas exceções, será sempre a mesma. Primeiro: o trânsito anda infernal (e a única solução possível é construir mais ruas) (disso deriva: só largaria meu carro se tivesse metrô para qualquer canto da cidade ou andar de bicicleta em cidades como São Paulo é para loucos). Segundo, em especial no verão: todo ano é a mesma coisa: chuvas torrenciais seguidas de alagamento e ainda mais trânsito (e a solução mais apontada é: mais piscinões).
O Cidades para Pessoas nasceu da necessidade de quebrar com esse olhar viciado.
Em primeiro lugar, as cidades são (ou deveriam ser) repletas de espaços públicos de convivência e trocas sociais, culturais e intelectuais. Mas com o passar dos anos a dinâmica de ocupação dos espaços públicos foi substituída por uma necessidade de se proteger deles. Ninguém mais se sente seguro andando fora do seu carro, usando transporte público ou morando no centro. E como os espaços públicos viraram espaços de passagem entre trabalho, casa, shopping, restaurante e cinema, perdeu-se o cuidado com eles. O que queremos deles é que sejam vias mais eficazes para continuarem a nos dar passagem. E nem paramos para pensar que os alagamentos não acontecem por falta de piscinões. Acontecem porque, ali debaixo, corre um rio que foi canalizado e não tem mais para onde encher quando chove demais. Então, claro, ele transborda e toma as ruas…
O objetivo desse projeto é tentar entender, não como resolver os problemas que já sabemos que estão presentes em toda grande cidade, mas como criar bons lugares para se viver. O projeto foi inspirado no urbanista dinamarquês Jan Gehl, que diz que sabemos tudo sobre o habitat ideal de todas as espécies de animais do mundo, menos o homo sapiens. Gehl dedicou sua carreira de planejador urbano a tentar criar esse tal habitat ideal. E o Cidades para Pessoas vai seguir sua trilha.
Durante um ano a jornalista Natália Garcia vai viajar por 12 cidades do mundo – e morar por um mês em cada uma delas – em busca de boas ideias que tenham melhorado esses centros urbanos para quem mora neles. Todas as cidades contempladas pelo projeto foram planejadas pelo urbanista Jan Gehl, tiveram sua consultoria ou são consideradas por ele um bom exemplo de planejamento para as pessoas.
Acompanhe o projeto e participe do debate sobre como podemos melhorar nossas cidades. Vamos construir juntos e colaborativamente o nosso habitat ideal."

Fonte e imagem:
http://cidadesparapessoas.com.br/o-projeto/

CICLOFICINA - Todas as Quartas-feiras

 "Ainda não vos tínhamos mostrado a jóia dos nossos olhos, pois não?

Com esta chuvada e ventania não poderíamos continuar a ter a cicloficina fora de portas. Viemos pois para dentro, para o aconchego das quatro paredes e remodelámos o estaminé. Pusemos tudo direitinho, fácil de usar e encontrar. Agora não há mesmo desculpa para não vires sujares as mãos à quarta-feira.

Vê como está o espaço em baixo, mas antes talvez queiras sacar este manual de manutenção básica de bicicletas (via London Cyclist). Enquanto não tivermos um na nossa língua, vai servindo.

 
Parece uma sucata, mas pode estar ali uma futura bina

 
Os nossos interiores são desenhados pela Guta Moura Guedes

 
Tão lindo.

 
 O João Moreira a dar mais uma prelecção em mecânica. Estes braços têm seguro!"

Fonte e imagens:

Trishaw, Malásia


Fonte:
http://eatingasia.typepad.com/eatingasia/2011/05/malacca-melaka-bak-kee-soup.html

Bienal de Arquitectura de São Paulo, 2012

II ENCONTRO NACIONAL BROMPTON


Inédito passeio-convívio por Lisboa, em bicicleta dobrável
2º ENCONTRO BROMPTON REALIZA-SE
JÁ AMANHÃ, EM ENTRECAMPOS

Os amigos e entusiastas da bicicleta Brompton celebram no próximo dia 12 de Novembro, em Lisboa, a liberdade que esta dobrável proporciona ao seu utilizador, com um passeio-convívio pelas ruas da capital.
Num percurso acessível que inclui atividades culturais e paragem para "pic-nic", os participantes terão oportunidade de conhecer melhor zonas centrais da cidade, explorando as potencialidades de uma bicicleta dobrável nas deslocações diárias, em ambiente descontraído e amigável.
A participação é gratuita, e são bem-vindos acompanhantes, mesmo que não possuam uma Brompton!

II ENCONTRO NACIONAL BROMPTON
12 de Novembro de 2011 - Lisboa

Ponto de Encontro: Estação de Entrecampos (10:00)
Descrição: Percurso fácil, incluindo paragens para repouso e convívio, e participação em atividades culturais ao longo do dia
Organização: Corrente Paralela
Participação gratuita. Recomenda-se aos participantes que tragam farnel para o almoço "pic-nic"!

Simplificação Tarifária e reformulação da Rede de Transportes da Área Metropolitana de Lisboa e Porto



Petição: CONTRA A EXTINÇÃO/REDUÇÃO dos horários nocturnos da CARRIS/METRO!




Os Despachos que dão origem aos grupos de trabalho:
http://dre.pt/pdf2sdip/2011/10/192000000/3967739678.pdf (Lisboa)
http://dre.pt/pdf2sdip/2011/10/192000000/3967739678.pdf (Porto)


Lisboa: Despacho n.º 13370/2011

"1 — É criado um grupo de trabalho com o objectivo de apresentar uma proposta de revisão das redes de transportes públicos e de criação de um sistema tarifário intermodal na área metropolitana de Lisboa;

2 — O grupo de trabalho é constituído pelos seguintes elementos:
i) Doutor Pedro Manuel Almeida Gonçalves, que coordena;
ii) Um elemento designado pela Autoridade Metropolitana de Transportes
de Lisboa;
iii) Um elemento designado pelo Metropolitano de Lisboa, E. P. E.;
iv) Um elemento designado pela Companhia Carris de Ferro de Lisboa,
S. A.;
v) Um elemento designado pela CP — Comboios de Portugal, E. P. E.;
vi) Um elemento designado pelo Grupo Transtejo;
vii) Um elemento designado pela ANTROP.

3 — O grupo de trabalho deverá apresentar propostas que incidam, nomeadamente, sobre:
i) A eliminação de redundâncias, sobreposições e competição entre as diferentes redes de transportes públicos;
ii) A adequação dos níveis de serviço e oferta das diferentes redes de transporte com vista ao atingir de taxas de ocupação médias e velocidades comerciais em linha com as boas práticas internacionais;
iii) A adequação da oferta, em serviços e períodos para os quais o modo de transporte actualmente utilizado se encontre desenquadrado do nível de procura verificado, adoptando e privilegiando, em alternativa, os modos de transporte mais eficientes para assegurar o serviço público;
iv) A modelação de um sistema tarifário que promova a utilização dos transportes públicos numa óptica intermodal e que seja financeiramente equilibrado, com uma adequada remuneração dos diferentes modos e operadores de transportes públicos."



Porto: Despacho n.º 13371/2011

1 — É criado um grupo de trabalho com o objectivo de apresentar uma proposta de revisão das redes de transportes públicos na Área Metropolitana do Porto.

2 — O grupo de trabalho é constituído pelos seguintes elementos:
i) Doutor Pedro Manuel Almeida Gonçalves, que coordena;
ii) Um elemento designado pela Autoridade Metropolitana de Transportes
do Porto;
iii) Um elemento designado pelo Metro do Porto, S. A.;
iv) Um elemento designado pela STCP — Sociedade de Transportes
Colectivos do Porto, S. A.;
v) Um elemento designado pela CP — Comboios de Portugal, E. P. E.;
vi) Um elemento designado pela ANTROP.

3 — O grupo de trabalho deverá apresentar propostas que incidam, nomeadamente, sobre:
i) A eliminação de redundâncias, sobreposições e competição entre as diferentes redes de transportes públicos;
ii) A adequação dos níveis de serviço e oferta das diferentes redes de transporte, com vista ao atingir de taxas de ocupação médias e velocidades comerciais em linha com as boas práticas internacionais;
iii) A adequação da oferta, em serviços e períodos para os quais o modo de transporte actualmente utilizado se encontre desenquadrado do nível de procura verificado, adoptando e privilegiando, em alternativa, os modos de transporte mais eficientes para assegurar o serviço público."


Artigos sobre o tema: 
Governo estuda fim de 23 carreiras da Carris e de duas ligações da Transtejo

Jerónimo de Sousa acusa Governo de estar a promover "recolher obrigatório" 

PS quer que Governo assuma uma posição sobre os cortes propostos nos transportes 

Estudantes e idosos perdem desconto de 50% nos passes sociais

Mais de 164 mil pessoas seriam afectadas pelos cortes no metro, Carris e Transtejo

Câmara de Loures aprova moção por unanimidade contra cortes nos transportes

 

 

Carris: provedor.cliente@carris.pt linha.aberta@carris.pt relacoes.publicas@carris.pt

Metro: relacoes.publicas@metrolisboa.pt provedor.arbitral@metrolisboa.pt

Transtejo: geral@transtejo.pt apoio.cliente@transtejo.pt

Camara de Lisboa municipe@cm-lisboa.pt

Direcção-Geral do Consumidor portal@ic.pt

Gabinete do Ministro da Economia gmee@mee.gov.pt

Secretária-geral da Economia secretaria.geral@sg.min-economia.pt

The Pumpkin Ride, Matilha Cycle Crew

22h, Cais-do-Sodré

"Os fantasmas, zombies, bruxas, vampiros, múmias e os demais seres do além saem à rua a pedalar num passeio nocturno.

Ponham o vosso look mais fantasmagórico - pinturas, máscaras, ligaduras, capas talvez não seja boa ideia porque podem ficar presas nos cranks :) e juntem-se a este "passeio dos mortos".

Vamos "espalhar o terror" pela cidade, num passeio nocturno, que acaba com uma pillow fight de bicicleta.
O local da pillow fight ainda está por definir e estamos a trabalhar para conseguirmos almofadas de borla :)

Bem-vindos à noite mais spooky de sempre.
Muah ah ah ah aha
Matilha Cycle Crew"

Bicicletadas / Massas Críticas/Festa Crítica -- 28 de Outubro de 2011

18h: Bicicletada
Marquês de Pombal
21h: Concerto de Jazz Manouche com os Swing Rafeiro
Jardim da Estrela
Traz comes e bebes!

Pedala todos os dias,
Celebra uma vez por mês.

"Há alguma variedade na hora de início das bicicletadas pois, para além do mais, espera-se  cerca de meia hora pela chegada de mais participantes... É melhor trazerem luzes, à frente e atrás, e reflectores nas rodas pois anoitece mais cedo..."

  • Almada Concentração na Praça S. João Baptista às 18.30 e partida às 19h;
  • Aveiro Concentração às 18h30 e saída às 19h00, no Forum Aveiro, ao lado da Capitania;
  • Braga Concentração às 18h00 e saída às 18h20, na fonte junto à Arcada, Avenida Central;
  • Coimbra Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades às 18h15m;
  • Guimarães Encontro pelas 18h30m no Largo da Oliveira;
  • Lisboa Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII;
  • Porto Concentração às 18h30 e saída às 19h00, na Praça dos Leões;
  • Sines Concentração às 18h00 e saída às 18h30 em frente da porta do castelo no Largo do Poeta Bocage;
  • Seixal Concentração às 18h30 e saída às 19h00 da Estação dos Foros de Amora.

 

O que é?

Uma Massa Crí­tica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em transportes suaves. Realiza-se sempre na última sexta-feira de cada mês às 18h00, partindo de um local pré-determinado.
As MC também são conhecidas nos países lusófonos como "Bicicletada" porque a maioria dos participantes desloca-se em bicicleta. No entanto o termo "Massa Crítica" é mais apropriado porque encoraja a participação de pessoas que se deslocam de outras formas suaves: patins, skate, trotinete, etc

Parados no Semáforo, MC Lisboa Junho 2007. Foto: FBrunoPara lá das motivações pessoais de cada participante, a MC é uma celebração da mobilidade suave que permite aos ciclistas circular com mais segurança e facilidade, marcando a sua presença no espaço público e tornando-a visível pelo número e densidade da concentração.  Esta "segurança através da quantidade" torna-a uma excelente forma de iniciação à utilização de veículos suaves em espaço urbano.
O termo "massa crítica" refere-se à situação comum na China em que quando um ciclista pretende, por exemplo num cruzamento, atravessar por entre uma linha de tráfego para seguir o seu caminho, espera, então que se junte a ele um grupo numeroso de outros ciclistas que queiram ir no mesmo sentido, para então atingindo-se o número de pessoas suficientes possam então dar seguimento ao seu sentido de circulação."

Change the World in 5 Minutes - Everyday at School


"Can a bunch of school kids really change the world in five minutes a day? This class of primary school kids demonstrate over the course of a week that it only takes five minutes a day to make a positive impact—from recycling to planting fruit and veg and telling jokes.
You can find out more and contact the filmmaker, Tristan Bancks, at www.tristanbancks.com
This film was made for Film Australia's Change the World in 5 Minutes project. See more films and upload your own ideas for Changing the World
@ http://programs.sbs.com.au/changetheworld"

Deputados europeus querem velocidade máxima de 30 km/hora nas zonas residenciais

A proposta dos eurodeputados é baixar o limite de
velocidade nas zonas urbanas (Rui Gaudêncio)
in Jornal Público, 27.09.2011
Por José Bento Amaro

"Os deputados do Parlamento Europeu recomendaram, após aprovação em plenário, que a circulação rodoviária em zonas residenciais, em todo o espaço da União Europeia (UE) não possa exceder os 30 quilómetros por hora. (...)

Tendo em vista a redução para metade das mortes nas estradas europeias até 2020, o Parlamento Europeu entende que, nos próximos anos, é fundamental reduzir em 40% os feridos graves, proceder a uma diminuição de 60% das vítimas entre crianças até aos 14 anos e diminuir em 50% o número de peões e ciclistas mortos em acidentes rodoviários.

As estatísticas europeias referem que, em 2009, morreram nas estradas da UE mais de 35 mil pessoas (equivalente à queda de 250 aviões comerciais de média dimensão e cheios de passageiros). No mesmo período ficaram feridas 1,5 milhões de pessoas, muitas das quais sofreram incapacidades permanentes.

O valor dos acidentes de viação registados anualmente nas estradas da UE está estimado em cerca de 130.000 milhões de euros."

Fonte e imagem:

‘I will rather invest in cycle tracks than freeways’

Bicycles to Visit the Queen

Torre de Moncorvo vai criar hortas para 150 famílias

Foto: Adriano Miranda/arquivo
A Câmara considera que estas hortas
ajudarão a renovar a paisagem agrícola urbana
in Jornal Público, 13.09.2011
Helena Geraldes 
 
"A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo aprovou recentemente a proposta de criação de hortas comunitárias sustentáveis, revelou hoje a autarquia. A medida vai beneficiar 150 famílias.
As hortas serão criadas num terreno do município situado na Quinta da Fonte de Carvalho, com uma área de 10.457 metros quadrados, informa a autarquia em comunicado.

“A cada munícipe interessado é atribuído gratuitamente um talhão de 30 a 50 metros quadrados onde pode dedicar-se à agricultura e cultivar verduras e legumes, árvores de fruto, plantas medicinais, aromáticas e condimentares”, explica o município.

O objectivo é beneficiar as famílias residentes em Torre de Moncorvo, especialmente as mais desfavorecidas, que assim podem produzir alimentos, diminuindo gastos e promovendo hábitos alimentares saudáveis.

Mas não é só. A Câmara salienta também a “renovação da paisagem agrícola urbana” e a formação de crianças e jovens que assim podem desenvolver uma consciência ambiental."

Fonte e imagem:

"Políticas de Permissão de Mobilidade Urbana: Portagens Urbanas, Zonas de Acesso Restrito e Créditos de Mobilidade para Cidades Sustentáveis"


O Workshop decorre no âmbito do projecto europeu “DEMOCRITOS (Developing the Mobility Credits Integrated Platform Enabling Travellers TO Improve Urban Transport Sustainability)”, financiado pelo 7º Programa Quadro, actualmente em curso, que se destina a aprofundar o conhecimento teórico do conceito de Créditos de Mobilidade, com o objectivo de fornecer as bases para a implementação e estudo da aplicação prática do conceito em quatro cidades Europeias, mas também para sustentar a preparação de um modelo que simula os efeitos de longo prazo deste tipo de instrumento. Este Workshop tem como objectivo apresentar algumas experiências europeias no que se refere às políticas de permissão de mobilidade urbana, abordando mais especificamente o conceito de Créditos de Mobilidade e sua aplicação.
Data e Horário: 14 de Setembro de 2011, das 9h00 às 13h00
Local: CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa (Centro Comercial Picoas Plaza; Rua Viriato, 13, Núcleo 6-E, 1º)
IMPORTANTE: INSCRIÇÕES GRATUITAS, MAS OBRIGATÓRIAS. As inscrições estão sujeitas a confirmação por e-mail.

"A Bicicleta - Ferramenta de Estratégia Energético-Ambiental "

Sessão Ponto de Encontro
22 de
Setembro - DIA EUROPEU SEM CARROS

Tema: "A Bicicleta - Ferramenta de Estratégia Energético-Ambiental " Orador: André Neves (Investigador na área da Mobilidade Sustentável na Universidade de Oxford)
Moderador: Duarte Mata (Câmara Municipal de Lisboa)

Resumo da Sessão:
Esta apresentação irá explorar o papel vital que a utilização da bicicleta pode trazer na promoção de cidades mais saudáveis e energeticamente eficientes.
Os modos suaves - andar a pé ou de bicicleta – são as formas mais sustentáveis de deslocação nas nossas cidades. Estes modos de transporte activo, além de introduzirem níveis recomendáveis de actividade física nas nossas rotinas diárias, são uma forte alternativa ao uso do automóvel, nomeadamente em deslocações urbanas ou de curta-média distância.
Ao contrário do automóvel, os modos suaves não são exigentes em matéria de recursos energéticos, nem responsáveis por elevados índices de poluição atmosférica e sonora, nem pressionam para a ocupação de espaço enquanto circulam, ou mesmo quando estacionados. Em articulação com o transporte público, constituem uma forte ferramenta para o cumprimento de metas de desempenho energético e ambiental.
Uma breve introdução, apoiada por estudos e exemplos internacionais mais recentes, irá discutir os benefícios dos modos suaves, a variação na taxa de utilização da bicicleta em diferentes cidades e a relação destes números com segurança rodoviária.
De seguida, serão debatidas e ilustradas medidas que podem promover uma maior utilização da bicicleta.
Por fim, discutir-se-á como intervenções integradas e complementares são fundamentais para o aumento significativo da taxa da utilização da bicicleta.

Horário e Local: 17h30 às 19h30 no CIUL - Centro de Informação Urbana de Lisboa (Picoas Plaza)

Sessões Ponto de Encontro gratuitas para Associados e alunos da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior Técnico.
Inscrições obrigatórias

Semana da Mobilidade envolve 55 municípios de norte a sul do país

in Jornal Público 09.09.2011
Por Inês Boaventura

Mobilidade alternativa é o tema da Semana Europeia da Mobilidade 2011
Mobilidade alternativa é o tema da Semana Europeia da Mobilidade 2011 (Manuel Roberto/Arquivo)
"A Semana Europeia da Mobilidade, que decorre entre 16 e 22 de Setembro, vai mobilizar 55 municípios portugueses. Entre os países participantes, Espanha é o recordista, com 629 localidades inscritas.

“Mobilidade alternativa” é o tema da edição deste ano da Semana Europeia da Mobilidade, uma iniciativa que foi lançada em 2002 e que conta com o apoio político e financeiro da Comissão Europeia. O objectivo é sensibilizar os cidadãos para as vantagens de andarem a pé, de bicicleta e de transportes públicos. E também encorajar as cidades a promoverem esses modos de transportes e a investirem nas infra-estruturas necessárias.

Em Portugal, o número de participantes tem vindo a diminuir nos últimos anos. Em 2008 foram 67 os municípios envolvidos, em 2009 foram 62 (alguns deles com mais do que uma cidade ou vila) e em 2010 foram 66. Este ano, estão envolvidas nesta iniciativa 55 autarquias de norte a sul do país.

Dessas, 46 comprometem-se a executar, de forma permanente, pelo menos uma medida que contribua para que os cidadãos abdiquem dos seus automóveis em favor de meios de transporte mais amigos do ambiente. Há ainda 38 municípios que vão promover um dia sem carros, em uma ou mais zonas.

Almada é, como já vem sendo hábito, uma das autarquias participantes. Em 2010, este município arrecadou aliás o prémio que anualmente distingue a participação “mais efectiva e inovadora” na Semana Europeia da Mobilidade, deixando para trás as cidades de Múrcia (Espanha) e Riga (Letónia).
Lisboa também está inscrita e prevê concretizar duas medidas permanentes: instalar estacionamento para bicicletas e parques de estacionamento para motociclos. No fim-de-semana de 17 e 18 de Setembro, a Avenida Defensores de Chaves vai estar fechada ao trânsito.

Almeirim, Barcelos, Bragança, Caminha, Coimbra, Coruche, Évora, Lagos, Mealhada, Mirandela, Oliveira do Bairro, São João da Madeira, Serpa, Vila Nova de Gaia e Vila Real de Santo António são alguns dos municípios com iniciativas previstas para a semana de 16 a 22 de Setembro.

Em Espanha são 629 os participantes, na Áustria 249, na Hungria 98, em França 95 e na Polónia 87. Apesar de a iniciativa ser designada como Semana Europeia da Mobilidade, nela também participam países como Argentina, Brasil e Japão."

Fonte e imagem:

Horta vertical

Amigos,
Recebi muitos e-mails e comentários em todas as nossas redes (Blog, Twitter e Facebook) perguntando sobre como fazer a horta vertical de garrafas PET, da casa da Família Rodrigues, no Lar Doce Lar #48, em Itaim Paulista, SP.
Antes de dar dicas sobre como construir a sua, agradeço todas as mensagens sobre esta reforma para o Lar Doce Lar. Espero retribuir todo o carinho de vocês com mais um ROSENBAUM RESPONDE.

// ROSENBAUM RESPONDE: LDL #48 – Horta vertical
A garrafa PET é uma invenção que deu certo em termos econômicos, mas vem trazendo uma dor de cabeça quando pensamos na enorme degradação do Meio Ambiente causada por ela.
Buscar alternativas para sua reutilização tem sido um esforço da sociedade em diversos lugares do Brasil, como já constatei nas minhas andanças pelo país.
As garrafas plásticas podem ser reaproveitadas para cultivar vegetais de pequeno porte, temperos e ervas medicinais, presas em muros e paredes ou apoiadas em suportes de diferentes materiais. A idéia é aproveitar pequenos espaços e materiais de baixo custo para montar hortas em casas, apartamentos ou mesmo no local de trabalho. É uma forma popular de se apropriar de técnicas já existentes sustentáveis, viáveis e econômicas.

// MATERIAL
- Garrafa PET de 2 litros vazia e limpa;
- Tesoura
- Corda de varal, cordoalha, barbante ou arame
- Para os que optarem por cordoalhas ou arames, serão necessárias duas arruelas por garrafa PET
- Terra
- Muda de planta

// MODO DE FAZER
Corte a garrafa PET, como na foto abaixo.


Para fixar as garrafas, devemos fazer dois furos no fundo da garrafa e dois na parte superior da garrafa. Dá pra entender direitinho olhando bem a foto acima. Além dos furinhos para passar a corda, é necessário um pequeno furo no fundo da garrafa. A água usada para regar a muda precisa escoar.
Depois disso, passe a corda por um furo e puxe pelo outro.
Muitas pessoas nos perguntaram como fazer para as garrafas não “escorregarem” pela corda (ou barbante, ou cordoalha). Obrigado pela colaboração e participação. Pensando nisso, elaboramos dois desenhos, com duas sugestões.
- Para quem usar corda de varal ou barbante:

- Para quem usar cordoalha ou arame:

Depois, basta esticar e fixar a corda na parede.

Esse modo de fazer pode ser melhorado, ok? É apenas um resumão! Fiquem a vontade para fazer qualquer alteração.
Obrigada, abraços e bom fim de semana a todos!
Marcelo Rosenbaum."


Fonte e imagens: